Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2017

Os Melhores Livros que Li em 2016

Já tiveram anos que li muito mais. Foram 22 livros lidos este ano (menos que a metade que muitos anos). Li muitos artigos e dramaturgias, mas estes não são contabilizados. Sagas de HQs que são lançadas em vários volumes, também são contabilizados como apenas um livro. Grande parte do que eu li foram HQs, por isso, inclusive, elas tomaram conta da minha lista este ano, portanto, segue minhas leituras favoritas do ano de 2016:

5º Lugar – Batman: Ano Um – Frank Miller


Muitos consideram Frank Miller uma lenda viva dos quadrinhos. Realmente gosto da maneira como ele produz seu material (além de escritor, Miller também é desenhista da maior parte de sua obra, inclusive esta).

Como foi um ano de muitas HQ, muitos super-heróis, não podia deixar de ler o início da história do meu favorito, Batman. Miller criou muito do universo do herói contado hoje pelos escritores do homem morcego, inclusive vi cenas em Batman: Ano Um que foram repetidas no filme Batman Begins. Não sou um perito em HQ, portanto posso estar falando besteira e alguém já havia feito isto em outras histórias do Batman, mas o que interessa é que foi muito bem utilizado e contado nesta história lançada originalmente em 4 volumes.



4ª Lugar – O Teatro do Bem e do Mal – Eduardo Galeano







Neste livro contém artigos/crônicas/reportagens jornalísticas com uma certa criticidade, e é essa criticidade que faz o livro vir para esta lista. Simplesmente dei algumas risadas com suas ideias sobre o capitalismo, EUA e afins.









3º Lugar – Uzumaki, a Espiral do Horror – Junji Ito


Sou fã de manga. Sempre fui um apaixonado. Tenho muitas e muitas coleções nas prateleiras. Desde a primeira que comprei mensalmente nas bancas (do Dragon Ball) até as menos conhecidas como Elfen Lied e Battle Royale.

Gosto das ideias dos orientais, das insanidades nas cabeças deles, como escritor, sinto até certa inveja deles, eles são fodas (rs).

Neste manga de horror, lançado em 3 volumes, não é diferente. Pessoas e uma cidade inteira vão viram uma espiral. Tudo que você possa imaginar com espirais estão ali, desde furações, redemoinhos e caracóis. Tudo com uma grande pitada de loucura e sobrenatural.




2ª Lugar – Crise de Identidade – Brad Meltzer





Ah! Como adorei ler isto. Uma das melhores histórias do universo dos heróis. Pra quem gosta deles, aqui aparecem todos os da DC.

O que aconteceria se um vilão descobrisse as identidades secretas dos super-heróis? Como seria a vida entes queridos dos seus rivais? Muita raiva e lágrimas transbordam dos heróis nesta série. Obrigatória aos amantes deste universo pop.








1º Lugar – Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley







Em primeiro lugar do ano uma releitura. Li este livro há cerca de 10 anos. Já havia gostado muito muito na época, tanto que decidi, ao terminar de ler, voltar a ler alguma outra vez. Reli agora. O mundo criado por Huxley é incrível e dispensa apresentações.







Menção Honrosa

Viagem Ao Centro da Terra - Jules Verne

Como sou um apaixonado por fantasia e aventura, um tempo atrás decidi ler um livro de Verne por ano. Este deve ser o 6º livro que leio dele. Cada um deles, um belo e novo universo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Em Luto! Pela Cultura

Nesta quinta-feira (25), aconteceu na Câmara dos Vereadores, uma reunião convocada pela vereadora Natália Petry e Fundação Cultural de Jaraguá do Sul. Que se propunha a debater novas propostas para regulamentar a distribuição dos recursos do Fundo Municipal de Cultura.

Tendo em vista o cancelamento do Edital de Apoio à Cultura 01/2013, semanas atrás, a reunião pretendia estabelecer metas de como proceder com a verba do Fundo Municipal de Cultura. Atitude honrosa, chamar a sociedade civil para definição do destino da verba pública, mas antes de entrar nesta questão, há pontos a serem ressaltados, para que você leitor, possa saber mais sobre o assunto que venho questionando.

O edital foi cancelado, após quase seis meses de serem transcorridos todos os procedimentos legais. O motivo dá-se por conta de um artigo do presente edital, no qual consta que o proponente pode auto remunerar-se, este ponto apresenta certas divergências legais e tanto controladoria como procuradoria do município sugeriram ao Conselho Municipal de Cultura o cancelamento do Edital. Não havia outra alternativa?

O cancelamento é uma perda para os artistas que estavam participando do processo de seleção, além de ser também uma perda para o governo, pois afinal para este edital foi gasto dinheiro público, tirado dos cofres, para agenciamento da divulgação, para o pagamento dos pareceristas (avaliadores dos projetos) que vieram de outras cidades e gastaram o seu tempo analisando todos os 154 projetos inscritos. Foi também um descaso com funcionários e todos os envolvidos que trabalharam nesse percurso, e mais ainda, claro, aos proponentes que se dedicaram a escrever seus projetos e a seguir a risca todas as exigências do processo. O tempo corre e aqui estamos, no final do sexto mês do ano, meio ano passou e agora vem o maior prejudicado de todos, você e toda a sociedade, que passou estes seis meses de espera, que passou estes seis meses de tempo gasto e não recebeu os projetos da cultura. Lastimável pensar também, que com este edital cancelado, o dinheiro que já tinha um destino cultural justo, fica agora parado, e possivelmente terá os próximos seis meses do ano também sem receber cultura, esta que lhe é direito, direito este que foi cortado não somente dos artistas, mas de toda a população de Jaraguá do Sul com o cancelamento do Edital de Cultura.

Os artistas ao saberem da notícia tentaram reverter o cancelamento. Um grupo, com cerca de vinte pessoas reuniu-se com o Sr. Prefeito, na mesma semana da reunião do Conselho de Cultura que acabou optando pelo cancelamento do edital. Nesta reunião, o Sr. Prefeito chamou o jurídico para lhe acompanhar e o que queríamos era buscar soluções alternativas para o não cancelamento do Edital. Apontadas as questões do cancelamento pelo Sr. Procurador Rafael, nós artistas ainda tentamos buscar soluções para a continuidade, e chegamos a uma possível medida, na qual o Jurídico afirmou ser possível a continuidade. A questão foi a seguinte: Se o problema do Edital era a auto remuneração, assim sugeriu-se que se nós, proponentes dos projetos, abríssemos mão da porcentagem da auto remuneração para que o projeto possa ser realizado, para que a sociedade possa receber o projeto, há a possibilidade ainda da continuidade do Edital? - Explico: meu projeto tem o custo de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e prevê 20% (vinte por cento) de auto remuneração, se eu abro mão de receber este valor, recebendo apenas R$ 8.000,00 (oito mil reais), é possível a continuidade do Edital? - Resposta: Sim. Esta mesma resposta foi ouvida mais uma vez pela Controladoria da cidade, então ainda havia uma esperança de o edital prosseguir.

Aconteceu que na reunião do Conselho Municipal de Cultura da semana seguinte, esta questão foi levantada aos conselheiros, mas ocorre que foi totalmente negada, optando-se pela continuidade do cancelamento. Pergunto: por quê?

Na reunião desta quinta-feira, o Sr. Controlador disse em dado momento, que havia uma medida que poderia ter sido tomada para o edital acontecer, era a possibilidade do proponente abrir mão da sua remuneração, mas, segundo ele, não foi possível pois havia proponentes que não aceitaram. Eu, numa resposta ao Controlador, disse que ele estava equivocado e que este questionamento, nunca chegou aos ouvidos dos proponentes, visto que esta possibilidade foi pura e simplesmente barrada pelo conselho de cultura. A proposta existia, o fato é que o Conselho não levou adiante a proposta, tendo simplesmente a ignorado. E agora eu me pergunto: como o Controlador sabia a resposta dos proponentes se uns poucos artistas é que estavam na reunião do Conselho? Como o Procurador pôde responder por todos? Estaria ele também respondendo por mim? O Controlador em sua réplica alegou que ouviu falar sobre o assunto (na busca de criar eufemismos para sua fala anterior?), disse que não era algo verdadeiro (de fato, falou uma mentira), mas mesmo assim agora não seria mais viável a questão, visto que agora passou-se muito tempo e não havia mais tempo hábil para voltar nesta decisão e blábláblás.

Acredito que o Sr. Procurador foi muito infeliz em suas falas, utilizando-se do diz-que, diz-que, do ouvi falar por aí, não atendo-se aos fatos reais. Sua fala torna-se frágil, uma vez que o Edital poderia continuar existindo com base nas devidas alternativas, e faz surgir os seguintes questionamentos: Se não há tempo para voltar atrás na decisão do Edital, então teria tempo para a abertura de um novo edital? Seria menos tempo começar todo um processo, desde o início, do que finalizar um processo que estava em sua reta final depois de quase seis meses? Ou então como seria a melhor  forma para que esta verba seja utilizada em tempo hábil?

Em vista desses questionamentos, coloco mais alguns fatos para serem refletidos:
1.       Conselho Municipal de Cultura decide em plenária divulgar lista dos proponentes habilitados pela documentação do edital, porém a divulgação desta lista nunca aconteceu;

2.       A reunião para deliberação dos projetos foi marcada diversas vezes pelo Conselho Municipal de Cultura, e no momento da reunião decidem não fazer nenhuma deliberação;

3.       Em parecer técnico por escrito, destinado ao Conselho Municipal de Cultura, Procuradoria e Controladoria apontam que deve ser feito o cancelamento. O detalhe é que esta carta deveria apresentar um parecer técnico, e não recomendativo, mostrando ser muito mais uma carta de ação política e não técnica;

4.       A Sra. Vereadora Natália Petry, já havia marcado a pauta da reunião desta quinta-feira, para discutir sobre o Fundo Municipal de Cultura, mesmo antes do cancelamento do Edital pelo Conselho Municipal de Cultura;

Com base nesses fatos, principalmente este último, seria tão honrosa esta reunião marcada pela Sra. Vereadora e a Fundação Cultural de Jaraguá do Sul? Coloco aqui também situações que percebi, pois estive presente, nas reuniões do Conselho: há visivelmente uma pressão para que haja o cancelamento, não são argumentos, é pressão mesmo, um exemplo disto, é quando uma pessoa do poder público, que faz parte da Fundação Cultural (para quem não sabe o Conselho é instituído metade pela sociedade civil e metade pelo poder público) diz erroneamente ao Sr. Conselheiro Rubens Franco, representante da sociedade civil pelo cadeira do teatro, que se o Conselho aprovasse a continuidade do Edital e se por algum acaso acontecessem problemas futuros, quem teria que arcar com as despesas (no caso quase um milhão e duzentos mil reais) eram os membros do conselho. Inverdades como esta, sem provas, sem baseamento em nenhuma lei, são apontadas aos membros do conselho, para mim, com o intuito apenas de forçar a barra para o cancelamento do edital.

Se o Sr. Procurador parece gostar de colocar diz-que, diz-que em suas falas, assim coloco aqui também os meus: Seria o cancelamento do edital, seguido por esta reunião na Câmera, uma jogada política?
Digo mais, acharam que o cancelamento do Edital passaria em branco pela classe artística, como acabou acontecendo em 2012, quando o dinheiro do Fundo Municipal de Cultura foi destinado ao lixão de Jaraguá do Sul? Será que estão pensando por ai em cancelar o Edital para fazer algo, como aconteceu em 2012, dando um novo destino ao Fundo Municipal de CULTURA? Será que ele pensa em jogar o dinheiro da cultura, figurativamente e literalmente no lixo? Pois isso é o que nós artistas somos ante os olhos de muitos, o lixo da cidade, apenas o resto. A verba da cultura é só da cultura, mas afinal quem é que precisa de cultura? Cultura pra quê? Fazer o povo refletir é perigoso, não é?

Então coloco um pouco o povo para pensar aqui comigo, primeiro refletimos, depois agimos. Depois de muito refletir, abro estas questões publicamente. Gostaria da reflexão de todos, da sociedade que parece estar sendo sempre enganada, aos meus amigos artistas que sentem indignação com acontecimentos como este, mas que na hora de tomar decisões importantes ficam com um pé atrás, ou aceitam tudo o que lhes é falado sem questionamento. Questionar é o que nos faz sermos humanos, é o que nos diferencia dos animais irracionais, e não o pensar. Um cão pensa, com o tempo ele aprende que o lugar do xixi é na rua, que não deve roer o calçado do dono, é só ensinar que ele aprende. Ele sabe que você manda, pois ele pensa e quando pensa sabe que você é quem o alimenta, quem lhe dá carinho e sabe que o melhor a se fazer é obedecer. O que o cão não faz é questionar se é correto ganhar ração três vezes ao dia, se é correto ficar trancado, ele aceita. Aceita pois não questiona. Questione para não ser aprisionado por uma coleira.

Agora em tempos de festa junina parabenizo a cultura destas festas com um mini-poema às quadrilhas:

Um pé que não avança
Quadrilha que não dança.

Thiago Daniel
Diretor teatral, músico e escritor

26/06/2014

domingo, 23 de março de 2014

Top 5 Livros Lidos em 2013

Em 2013, li 25 livros e estes foram as 5 mais prazerosas leituras.


5 - Memórias Inventadas Para Crianças, Manoel de Barros


Manoel já é há algum tempo meu poeta preferido. Reli alguns dos meus poemas favoritos para animar meus sorrisos infantis. Manoel é sempre assim, infantilmente adulterizado.

4 - Festa no Covil, Juan Pablo Villalobos


Adoro personagens infantis e este protagonista é simplesmente encantador (ou não) e vive num mundo não tanto imaginado/propício para crianças. Villalobos nos prende a atenção numa narrativa risível, mostrando um lado diferente ao que habitualmente conhecemos do Mundo Gangster.
Patético.

3 - As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift


Ao ler, percebi que já conhecia a história. Possivelmente de filmes/desenhos que assisti na infância. Gulliver narra suas aventuras absurdas/fantásticas, vividas durante suas viagens. O livro é divididos em 4 ‘livros’, cada uma com um mundo distinto, como por exemplo uma aventura à terra dos pequeninos, onde tudo é miniaturizado e outra viagem para um mundo oposto, gigantesco.
Fantasia bem do jeitinho que eu gosto!

2 - O Velho e o Mar, Ernest Hemingway


Lindamente chorável. Fico mito em dúvida se este não é o primeiro da lista, foi o que mais me emocionou e fez torcer pelo personagem, do tipo, quero ser pescador quando eu crescer (rs).
Hemingway, conta a história de um velho pescador, já sem prestígio em sua aldeia, e tem sua luta durante dias com o maior de todos os peixes.
Belo é ver a maneira respeitável com que o velho trata a sua presa, posto este (de presa), que é alternado entre homem e animal.

1 - 1984, George Orwell


Creio que meu escritor favorito é Orwell (ou não). Não por sua forma de narrativa, outras me encantam mais, por exemplo, todos os livros desta lista, principalmente Hemingway, mas adoro os mundos que Orwell cria, a política fortemente aplicada. Gosto de Orwell do tipo, queria fazer o que ele faz.o livro que mais curti ler foi inho que eu gosto.turas dos poemas para meus sorrisos infantis
Durante o livro o envolvimento com o amor ao personagem não é o mais forte, e sim com a situação, me coloco no lugar do personagem e penso como se estivesse neste mundo de poderio.
O livro traz reflexões acerca do mundo e da humanidade. Coisas futurísticas (na época) que realmente parece estar se concretizando cada vez mais.
Pra mim, Orwell não é só escritor de ficcional, mas também um revolucionário.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Top 5 Livros lidos em 2012

Triste ficar de fora livros que adorei como “Ensaio do Vazio” do Carlos Schroeder, “Ilíada” de Homero e “O Livro das Ignorãnças” do Manoel de Barros, e tantos outros que me que a ainda cutuca na cabeça, mas estes são os preferidos.
Dentre um total de 57 livros:

5 - De Repente Nas Profundezas do Bosque (Amoz Oz)


Modo de escrever bonitinho, com uma história de fantasia bonitinha. Agora aqui nessa lista bonitinha.

4 - Memória de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Marques)


Modo de escrever sacana, com uma história sacana. Agora aqui nessa lista sacana (rs).

3 - O Mágico de Verdade (Gustavo Bernardo)
Escrita mágica, nessa história mágica. Agora aqui nessa lista mágica (?)
Chega desse artifício, né?!
O que pensar quando é vista a estátua do Cristo Redentor, lá do alto do corcovado, simplesmente sentar-se na mesma posição de “O Pensador” de Rodin?
Gustavo Bernardo nos traz essa e outras reflexões com essa fantasia cheia de boas pitadas cômicas e críticas ao Faustã... Opa, quer dizer... Crítica à TV.

2 - A Árvore Vermelha (Shaun Tan)


Simplesmente os desenhos de um livro que mais me tocaram. Tristemente belo.

1 - A Mentira (Nelson Rodrigues)


Pela primeira vez li Nelson Rodrigues que não tivesse sido escrito para o teatro. Na verdade Nelson só disfarçou, pois é uma peça de teatro escrita em forma de romance. Nelson tu não me engana não. Todo o universo Rodrigueano está ali.

sábado, 29 de setembro de 2012

Prêmio Ganymedes José

"Cuida de Mim", meu livro lançado dezembro de 2011, foi premiado no concurso Internacional de Literatura da União Brasileira dos Escritores do RJ.
Dia 26 de outubro receberei, no Rio, o Prêmio Ganymedes José de literatura Infantil e Juvenil.
 


Obrigado a todos que tornaram essa grande realização possível.
Aos sine qua non:
Suzi Daiane, minha esposa, revisora e super chata, tiradora de coisas do livro.

Danielli Gomes Prazeres, amiga talentosa que ilustrou brilhantemente e aturou arduamente o escritor chato que mandava refazer alguns desenhos.
Carlos Henrique Schroeder, o grande editor dos lápis inquietos.
Renato Schroeder Junior, o cara da estruturação técnológica do livro.

Estes que trabalharam diretamente comigo no projeto, mas também todos aqueles que contribuíram de alguma forma no trabalho. Leitores (ões e inhos) que deram suas críticas e  sugestões sempre carinhosamente acatados pela pessoa que aqui voz fala.

Grato
e Feliz

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Top 5 - Melhores Livros de 2011

Essa lista, embora eu não tenha lido tantos livros, foi bem difícil chegar a estas colocações, tanto que os gêneros são totalmente diferentes, tem conto, romance, quadrinho... Enfim, sou um tanto chato com livros, se não me agrada alguma coisa ao começar a ler, dificilmente vou até o fim, com isso, os livros acabam sendo mais do meu gosto, assim fica difícil a escolha.

Total: 49 livros

5º - “Muitas Peles “ de Luis Brás

Até um tempo atrás, achava os livros teóricos, crônicas, ou qualquer coisa que não fosse ficção, um saco, portanto, jamais imaginaria que estaria algum numa lista dos meus livros favoritos.
O livro foi contemplado com o Programa de Ação Cultural de 2010, do governo de São Paulo. Luis Brás teoriza a ficção científica com maestria em muitos textos e muitas vezes me encantou como no texto “Olha, mãe, uma cor voando!”.
Vou parar de falar sobre o livro, pois Brás já avisou, “Crítica é cara ou coroa”.


4º - “A Extraordinária Jornada de Edward Tulaine” de Kate DiCamillo

Literatura Infanto-Juvenil sempre me encantou. Ao começar a ler Edward Tulaine, percebi que este ficaria muito tempo martelando na minha cabeça. Sempre fui encantado pelo mundo da fantasia e a história narrada por um coelho de pelúcia, trouxe uma magia que não me deixou tirar os olhos do livro antes de terminar.
Devo admitir que me decepcionei com o final do livro. Para quem leu, concorda que seria melhor ter terminado no penúltimo capítulo? Para quem estiver a fim de ler, veja se concorda.
Pois bem, prefiro ficar com o livro até o penúltimo capítulo, assim ele não me decepciona e fica como uma das minhas obras preferidas que quero ler e reler outras vezes.


3º - “Angu de Sangue” de Marcelino Freire
Foi o segundo livro que li de Marcelino, adorei tanto a forma de como o cara escreve, que nem peguei outro livro dele, porque vai que eu termino de ler todos. Depois o que farei da vida? Uma vida não seria completa sem obras novas do Marcelino para ler.
Quero, quero, porque quero montar uma peça, esquete, cena, seja lá o que for, baseada em algum conto do Marcelino. Quero e vou deixar todas as palavras lá, todinhas, e não vai ter filho da puta pra tirar nada, nadinha. Ouviu?


2º - “O Chinês Americano” de Gene Luen Yang

Quadrinhos. Minha paixão desde a infância. Quadrinhos. Ainda quero fazer um quadrinho (eu quero fazer tudo na minha vida, acho que vou morrer frustrado) Algum desenhista se habilita? [PS do entre Parênteses: ou realizado].
O livro conta 3 histórias, interligadas, que no início te faz pensar, porque parar na metade do conto? Mas logo acostuma. Lê lá, cê vai ver.
O livro trás um conto clássico Chinês, de um macaquinho lutador que domina todas as artes marciais, voa e uma nuvem e carrega um bastão mágico que cresce (isso lhe lembrou alguma coisa? Algum Kamehame-há?)
Pois é, se você, assim igual a mim, é viciado em animes e mangás, vai lá bicho, não perde esse não. Garanto surpresas no livro.


1º - “A Revolução dos Bichos” de George Orwell

Sou um apaixonado por animais. Fato. Só que este é muito mais do que um livro de animais. Nesse livro de fantasia, Orwell nos mostra a realidade política do ser humano. Comparando-nos com porcos, cães, galinhas, vacas, cavalos.
Seres humanos e animais. Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros.



Fim da lista. Hora de vender o peixe.
Cuida de Mim foi o livro que lancei neste ano de 2011. É um livro muito importante para mim. Por enquanto é o trabalho que mais gostei de ter feito até hoje, seja música, filme, teatro, literatura. Lançar este livro foi mais do que ter um sonho realizado, mas sim ser um marco para o início da minha carreira artística. Não sossego enquanto não tiver um trabalho melhor. E outro. E outro...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Medo De Errar

Por pedido de uma leitora, há um bom tempo (antes tarde do que mais tarde), vai aqui uma letra de uma canção que está sendo trabalhada para o meu segundo CD.
Ela pediu para escrever sobre uma palavra. Creio que não é bem exatamente o que ela pediu, mas a palavra está inclusa na letra da canção.
Espero que ela valha o pedido, Josi. Cá está:

Medo De Errar - André Soares e Thiago Daniel

Há uma fórmula pra demonstrar
São tantos passos para acordar
Há muitas fontes com pedras
A jorrar

Eu não entendi nada de cara

Agora eu sinto medo de errar

As forças vêm e vão
O tempo leva o outono, o verão
As folhas vêm e vão
E um moinho ganha a fama de dragão

Agora eu sinto medo de errar

Já errei
Continuo errando
São eternos erros
Não me vi consertando
Já errei
Continuo errando
Propagando mentiras
Minhas unhas lixando
Já errei
Continuo errando
Abstenho meu sonho
Isso está me matando

Agora eu sinto medo de errar

Filósofos
D
ietistas
Padres
Blablazistas...

Eu tentando descobrir
O que o espelho diz pra mim
Por um minuto sinto uma estranha dor
Como ter sentido
O pulsar de um tambor

Agora eu sinto medo de errar

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Flicts

Ziraldo, numa viagem magnífica ao mundo das cores, aborda no livro o tema do preconceito.
Flicts é uma cor que não existe em lugar algum, ela caminha pelos países, pelo mar, céu, à busca de seus semelhantes, mas não existe outros Flicts.
Bandeiras, sinais, arco-íris e páginas unicores, ajudam-nos a contar a história e mostra onde Flicts encontra-se.


O autor nos envolve na tristeza de Flitcs, contornando nas cores, sua solidão. Ele não combina com cor alguma, pois um arco-íris tem suas cores unidas perfeitamente. As bandeiras são mais bonitas sem Flicts.
Quando mais esperamos o isolamento total de Flicts, Ziraldo nos brinda com um belo final. Só não sentimos inveja de Flicts porque agora o amamos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Hellsing

Os humanos são os únicos seres que se divertem com o sofrimento dos semelhantes.
Quem está querendo violência, esse é o mangá certo. Há alguns meses assisti aos 13 episódios do anime e agora terminei de ler os 20 volumes da série. Difícil dizer qual o melhor. O anime está mais consistente, corou umas partes que não gostei, ou não precisavam do mangá, mas a história vai até a metade do mangá e toma um rumo completamente diferente. Esse rumo completamente diferente que o mangá tem, é o que mais me fascinou. Certo que até chegar lá foi um tanto cansativo. Tiveram alguns volumes que o Mangaká, Kohta Hirano, estava muito enrolado, a história não desenvolvia para um lado nem pra outro. As 80/90 páginas eram simplesmente chatas.




Porém o final é recheado de mortes, vinganças, brigas pessoais, guerras. E o melhor de tudo, o Alucard na sua forma suprema.Alucard é o protagonista, um anti-herói, vampiro exterminador de vampiros e tudo que for contra a sua mestra Integra. Vampiro, zumbis, humanos, ciborgues, padres do vaticano não tem vez nesse mangá.
O que acho genial são as frases curtas, de humor ácido. Alfinetadas ao cristianismo e religiões em geral.
Não adianta tentar dialogar com a gente!!! Afinal, somos tão “fanáticas religiosas” quanto você.