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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Melhores shows que assisti em 2016

Embora tenha assistindo uma quantidade pequena de shows, em relação a quantidade das outras listas, esta foi uma das listas mais difíceis de fazer, pois assisti shows muito marcantes para mim. Entre os 18 shows que assisti, estes foram meus 5 preferidos.

5º Lugar – Mareike Valentin (Dois)

Bela surpresa que assisti no teatro do SESC, em Jaraguá do Sul. Era lançamento do seu novo CD, “Dois”. Não conhecia, nunca nem havia ouvido falar desta cantora catarinense que mora aqui do ladinho, em Blumenau. Adorei as letras das músicas em sua maioria composta por Gregory Hertel (ou todas, não lembro).


4º Lugar – Geraldo Azevedo (Noites de Frevo)



Eta! Que som gostoso deste cânone da música brasileira. O show que aconteceu no Rio de Janeiro, era para comemorar o seu aniversário. Como eu dancei. Acho que nunca na minha vida eu dancei tanto quanto aquela noite. Muita diversão com a música e também com essa figuraça que entra ao palco, assim, como na foto ao lado.



3º Lugar – Pedro Luis e a Parede



Outra surpresa para mim. Todo mundo conhece mas eu não conhecia (rs). Na real, eu já tinha ouvido uma música ou outra, mas o nome não me era familiar. Toda aquela parede de batuques me fez muito feliz aquela noite, no Circo Voador.




2º Lugar – Ney Matogrosso

Ele é o feio mais lindo que eu já vi na vida. Tudo bem, é certo que tem pessoas que acham o Ney Matogrosso bonito, mas eu não. Só que existe uma coisa, uma certa mágica, quando ele começa a cantar e dançar.
Matogrosso é quase que uma divindade, sua presença em palco é próxima à divindade. Ney é um showman incrível. Nuca senti tanta energia em cima de um palco. Outro show que assisti no Rio, Circo Voador.

1º Lugar – João Bosco


Se algum dia eu assisti a perfeição da música popular no palco foi esta noite. João Bosco (e banda) foi algo incrível. Havia momentos que eu só queria ficar parado e sentir a música fazendo tremer meu corpo. Arrepios!
Rio de Janeiro, tenho saudades.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Em Luto! Pela Cultura

Nesta quinta-feira (25), aconteceu na Câmara dos Vereadores, uma reunião convocada pela vereadora Natália Petry e Fundação Cultural de Jaraguá do Sul. Que se propunha a debater novas propostas para regulamentar a distribuição dos recursos do Fundo Municipal de Cultura.

Tendo em vista o cancelamento do Edital de Apoio à Cultura 01/2013, semanas atrás, a reunião pretendia estabelecer metas de como proceder com a verba do Fundo Municipal de Cultura. Atitude honrosa, chamar a sociedade civil para definição do destino da verba pública, mas antes de entrar nesta questão, há pontos a serem ressaltados, para que você leitor, possa saber mais sobre o assunto que venho questionando.

O edital foi cancelado, após quase seis meses de serem transcorridos todos os procedimentos legais. O motivo dá-se por conta de um artigo do presente edital, no qual consta que o proponente pode auto remunerar-se, este ponto apresenta certas divergências legais e tanto controladoria como procuradoria do município sugeriram ao Conselho Municipal de Cultura o cancelamento do Edital. Não havia outra alternativa?

O cancelamento é uma perda para os artistas que estavam participando do processo de seleção, além de ser também uma perda para o governo, pois afinal para este edital foi gasto dinheiro público, tirado dos cofres, para agenciamento da divulgação, para o pagamento dos pareceristas (avaliadores dos projetos) que vieram de outras cidades e gastaram o seu tempo analisando todos os 154 projetos inscritos. Foi também um descaso com funcionários e todos os envolvidos que trabalharam nesse percurso, e mais ainda, claro, aos proponentes que se dedicaram a escrever seus projetos e a seguir a risca todas as exigências do processo. O tempo corre e aqui estamos, no final do sexto mês do ano, meio ano passou e agora vem o maior prejudicado de todos, você e toda a sociedade, que passou estes seis meses de espera, que passou estes seis meses de tempo gasto e não recebeu os projetos da cultura. Lastimável pensar também, que com este edital cancelado, o dinheiro que já tinha um destino cultural justo, fica agora parado, e possivelmente terá os próximos seis meses do ano também sem receber cultura, esta que lhe é direito, direito este que foi cortado não somente dos artistas, mas de toda a população de Jaraguá do Sul com o cancelamento do Edital de Cultura.

Os artistas ao saberem da notícia tentaram reverter o cancelamento. Um grupo, com cerca de vinte pessoas reuniu-se com o Sr. Prefeito, na mesma semana da reunião do Conselho de Cultura que acabou optando pelo cancelamento do edital. Nesta reunião, o Sr. Prefeito chamou o jurídico para lhe acompanhar e o que queríamos era buscar soluções alternativas para o não cancelamento do Edital. Apontadas as questões do cancelamento pelo Sr. Procurador Rafael, nós artistas ainda tentamos buscar soluções para a continuidade, e chegamos a uma possível medida, na qual o Jurídico afirmou ser possível a continuidade. A questão foi a seguinte: Se o problema do Edital era a auto remuneração, assim sugeriu-se que se nós, proponentes dos projetos, abríssemos mão da porcentagem da auto remuneração para que o projeto possa ser realizado, para que a sociedade possa receber o projeto, há a possibilidade ainda da continuidade do Edital? - Explico: meu projeto tem o custo de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e prevê 20% (vinte por cento) de auto remuneração, se eu abro mão de receber este valor, recebendo apenas R$ 8.000,00 (oito mil reais), é possível a continuidade do Edital? - Resposta: Sim. Esta mesma resposta foi ouvida mais uma vez pela Controladoria da cidade, então ainda havia uma esperança de o edital prosseguir.

Aconteceu que na reunião do Conselho Municipal de Cultura da semana seguinte, esta questão foi levantada aos conselheiros, mas ocorre que foi totalmente negada, optando-se pela continuidade do cancelamento. Pergunto: por quê?

Na reunião desta quinta-feira, o Sr. Controlador disse em dado momento, que havia uma medida que poderia ter sido tomada para o edital acontecer, era a possibilidade do proponente abrir mão da sua remuneração, mas, segundo ele, não foi possível pois havia proponentes que não aceitaram. Eu, numa resposta ao Controlador, disse que ele estava equivocado e que este questionamento, nunca chegou aos ouvidos dos proponentes, visto que esta possibilidade foi pura e simplesmente barrada pelo conselho de cultura. A proposta existia, o fato é que o Conselho não levou adiante a proposta, tendo simplesmente a ignorado. E agora eu me pergunto: como o Controlador sabia a resposta dos proponentes se uns poucos artistas é que estavam na reunião do Conselho? Como o Procurador pôde responder por todos? Estaria ele também respondendo por mim? O Controlador em sua réplica alegou que ouviu falar sobre o assunto (na busca de criar eufemismos para sua fala anterior?), disse que não era algo verdadeiro (de fato, falou uma mentira), mas mesmo assim agora não seria mais viável a questão, visto que agora passou-se muito tempo e não havia mais tempo hábil para voltar nesta decisão e blábláblás.

Acredito que o Sr. Procurador foi muito infeliz em suas falas, utilizando-se do diz-que, diz-que, do ouvi falar por aí, não atendo-se aos fatos reais. Sua fala torna-se frágil, uma vez que o Edital poderia continuar existindo com base nas devidas alternativas, e faz surgir os seguintes questionamentos: Se não há tempo para voltar atrás na decisão do Edital, então teria tempo para a abertura de um novo edital? Seria menos tempo começar todo um processo, desde o início, do que finalizar um processo que estava em sua reta final depois de quase seis meses? Ou então como seria a melhor  forma para que esta verba seja utilizada em tempo hábil?

Em vista desses questionamentos, coloco mais alguns fatos para serem refletidos:
1.       Conselho Municipal de Cultura decide em plenária divulgar lista dos proponentes habilitados pela documentação do edital, porém a divulgação desta lista nunca aconteceu;

2.       A reunião para deliberação dos projetos foi marcada diversas vezes pelo Conselho Municipal de Cultura, e no momento da reunião decidem não fazer nenhuma deliberação;

3.       Em parecer técnico por escrito, destinado ao Conselho Municipal de Cultura, Procuradoria e Controladoria apontam que deve ser feito o cancelamento. O detalhe é que esta carta deveria apresentar um parecer técnico, e não recomendativo, mostrando ser muito mais uma carta de ação política e não técnica;

4.       A Sra. Vereadora Natália Petry, já havia marcado a pauta da reunião desta quinta-feira, para discutir sobre o Fundo Municipal de Cultura, mesmo antes do cancelamento do Edital pelo Conselho Municipal de Cultura;

Com base nesses fatos, principalmente este último, seria tão honrosa esta reunião marcada pela Sra. Vereadora e a Fundação Cultural de Jaraguá do Sul? Coloco aqui também situações que percebi, pois estive presente, nas reuniões do Conselho: há visivelmente uma pressão para que haja o cancelamento, não são argumentos, é pressão mesmo, um exemplo disto, é quando uma pessoa do poder público, que faz parte da Fundação Cultural (para quem não sabe o Conselho é instituído metade pela sociedade civil e metade pelo poder público) diz erroneamente ao Sr. Conselheiro Rubens Franco, representante da sociedade civil pelo cadeira do teatro, que se o Conselho aprovasse a continuidade do Edital e se por algum acaso acontecessem problemas futuros, quem teria que arcar com as despesas (no caso quase um milhão e duzentos mil reais) eram os membros do conselho. Inverdades como esta, sem provas, sem baseamento em nenhuma lei, são apontadas aos membros do conselho, para mim, com o intuito apenas de forçar a barra para o cancelamento do edital.

Se o Sr. Procurador parece gostar de colocar diz-que, diz-que em suas falas, assim coloco aqui também os meus: Seria o cancelamento do edital, seguido por esta reunião na Câmera, uma jogada política?
Digo mais, acharam que o cancelamento do Edital passaria em branco pela classe artística, como acabou acontecendo em 2012, quando o dinheiro do Fundo Municipal de Cultura foi destinado ao lixão de Jaraguá do Sul? Será que estão pensando por ai em cancelar o Edital para fazer algo, como aconteceu em 2012, dando um novo destino ao Fundo Municipal de CULTURA? Será que ele pensa em jogar o dinheiro da cultura, figurativamente e literalmente no lixo? Pois isso é o que nós artistas somos ante os olhos de muitos, o lixo da cidade, apenas o resto. A verba da cultura é só da cultura, mas afinal quem é que precisa de cultura? Cultura pra quê? Fazer o povo refletir é perigoso, não é?

Então coloco um pouco o povo para pensar aqui comigo, primeiro refletimos, depois agimos. Depois de muito refletir, abro estas questões publicamente. Gostaria da reflexão de todos, da sociedade que parece estar sendo sempre enganada, aos meus amigos artistas que sentem indignação com acontecimentos como este, mas que na hora de tomar decisões importantes ficam com um pé atrás, ou aceitam tudo o que lhes é falado sem questionamento. Questionar é o que nos faz sermos humanos, é o que nos diferencia dos animais irracionais, e não o pensar. Um cão pensa, com o tempo ele aprende que o lugar do xixi é na rua, que não deve roer o calçado do dono, é só ensinar que ele aprende. Ele sabe que você manda, pois ele pensa e quando pensa sabe que você é quem o alimenta, quem lhe dá carinho e sabe que o melhor a se fazer é obedecer. O que o cão não faz é questionar se é correto ganhar ração três vezes ao dia, se é correto ficar trancado, ele aceita. Aceita pois não questiona. Questione para não ser aprisionado por uma coleira.

Agora em tempos de festa junina parabenizo a cultura destas festas com um mini-poema às quadrilhas:

Um pé que não avança
Quadrilha que não dança.

Thiago Daniel
Diretor teatral, músico e escritor

26/06/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Top 5 - Shows assistidos em 2013

Em 2013, assisti a 24 shows musicais, entre shows de Reggae, Rock, MPB, Jazz e Erudita, eis os 5 que mais me agradaram.


5 - Cravo da Terra


Segunda vez que assisto ao show deles, portanto não é novidade, para mim, a beleza do show dessa banda catarinense. Desta vez estava sem o percussionista, o que foi uma perda, mas mesmo assim está nesta lista. Assisti ao show no SESC Jaraguá em fevereiro e fazia parte do projeto Rede SESC, onde grupos musicais e das artes cênicas circulam por 6 cidades do estado.

4 - Quarteto Rio Vermelho


Outro show que assisti no SESC, não conhecia aos integrantes, nem a música tocada pelo quarteto, o show foi em abril e fazia parte de outro projeto, do circuito de música.

3 - Badi Assad


O show foi em junho na SCAR, durante a 7ª Feira do livro, evento e palco que tive o prazer de realizar o meu show, em parceria com o músico Enéias Raasch, “O Som da Palavra” uns dias depois. Badi veio por outro projeto do SESC.
Eu a conhecia apenas por uns vídeos no YouTube e confesso que não estava muito afim de assistir ao show, mas ela me surpreendeu. Sozinha, voz e violão, mostra ser grande musicista e tem ótima presença de palco, fala muito bem...
Infelizmente músicos de bom nível tem que ir para fora do país (como ela) e conseguimos prestigiar pouquíssimos shows desse nível. Com certeza o que mais marca no show é seu beat box enquanto canta.

2 - Milton Nascimento


Conheci e aprendi a gostar de Milton Nascimento graças minha Dinda. Com os discos dela, ouvi pela primeira vez pérolas como “Coração de Estudante” e “Travessia”.
Assisti ao show em Joinville, em maio. Alguns meses depois de conhecer o álbum “Clube da Esquina”, este que de cara, já percebi ser, um dos melhores álbuns da música brasileira. Milton Nascimento e Lô Borges gravaram esta obra prima, e agora, de novo, estavam juntos. Lá no palco. Quando eu soube que Lô Borges estaria também no show, pirei. E claro, como não poderia faltar, tocaram algumas músicas do Clube da Esquina.
Particularmente, o show poderia ter sido melhor, por conta do repertório, Milton acabou tocando aquelas músicas que não aguento mais ouvir, como por exemplo a chatíssima “Resposta”, a super batida “Canção da América” e blá blá blá... Tudo bem Milton, desculpado, eu sei que o povo vai assistir você cantando essas músicas, mas não importa, o que realmente importava era a presença deste Cânone. Quando Bituca canta, os instrumentos silenciam, ou pelo menos parecem emudecer, pois o que se ouve, é apenas a voz dele.

1 - Caetano Veloso


Em Garanhuns/PE, no mês de julho, assisti ao melhor show do ano. Melhor, do ano não, assisti, talvez, ao melhor show da minha vida. Caetano se apresentou durante o Festival de Inverno, onde eu participei com a peça de Teatro Lambe-Lambe “Papo de Bar”.
Quase perdi o show, pois não sabia da programação e eu havia acabado de chegar na cidade, depois de 21h de viagem. Fui de jantar e quando voltava para o hotel repousar, olhei a muvuca e me aproximei para saber o que teria de atração. Fiquei doido ao saber que era Caetano, então... É claro que eu não estava cansado com a viagenzinha, fui pra lá assistir ao show.
Espetáculo impecável, onde percebe-se, cada movimento do Caetano, ou da banda, é meticulosamente ensaiando, coreografado. Dificilmente se vê um show nacional onde o cuidado com o visual é tão importante quanto o musical.
Outra coisa que me encantou é que Caetano cantou pouquíssimos dos clássicos, o show foi praticamente todo em cima dos três últimos CDs, sua “trilogia do rock”.
Caetano é tudo de mega bom, giga bom, terra bom...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Chão

Composição que fará parte do meu segundo CD "Dueto", trabalho que trará canções compostas por mim em parcerias com outros artístas.
Chão foi composta em parceria com Suzi Daiane e, neste vídeo, acompanhada por Rubens Franco.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Top 5 - CDs Mais Curtidos em 2011

Entre os sei lá quantos ouvi, 200, 300, estão aí os que eu mais curti ter ouvido

5
º - “Rockferry”, Duffy


Baladinhas super gostosas de ouvir, numa mistura de Rock e Jazz, super indicado para quem curte de Amy Winehouse (não conheço bem Amy, só os sucessos), tem algo parecido, com uma pitada de folhas caindo da árvore no outono a mais.
Nem sei dizer qual das músicas é minha favorita deste disco de 2008, então, vou chutar uma: minha favorita é o álbum inteiro.

4º - “Abbey Road”, The Beatles



Ouço Beatles há anos e nunca canso.
Não sei nem se Abbey Road (1969) é meu disco favorito, mas com certeza foi o que mais marcou 2011 para mim.
Quase todas as músicas do CD fazem meu corpo trabalhar de uma maneira diferente, só não sou muito fã da 1ª faixa, acredite ou não a música que menos gosto dos Beatles é “Come Together”.
O CD me faz pular, dançar, tocar guitarra aérea e bateria imaginária, me faz cantar balançando a cabeça para os lados, para cima e para baixo, faz-me franzir a testa e cantar emocionado. Fazme imaginar as martelas do “Maxwell's Silver Hammer”, ver o sol chegando em “Here Comes The Sun”, colocar as mãos para cima e bater palmas com “Carry That Weight”, faz-,me emocionar com “You Never Give Me Your Money”, “Because”, gritar com “Oh! Darling”...
Resumindo: The Beatles faz.

3º - “Muito” e “Pouco”, Paulinho Moska

Esse disco duplo de 2010, já foi muito ouvido por mim no ano do lançamento e mesmo assim figurou nessa lista de 2011.
Adoro as letras, as levadas, com Moska eu “...canto, porque sinto encanto”.
Minhas favoritas, são “Soneto do Teu Corpo” e “O Tom do Amor” que são aquelas músicas que ouvimos e pensamos: “Porque eu não compus isso antes?”
Ainda dou ênfase para as faixas “Ainda” e “Waiting For The Sun To Shine”.


2º - “Boa Pessoa”, Silvio Mansani

Conheci Silvio Mansani em 2009, através do “No Dorso do Rinoceronte”, um CD infantil composto por ele e Emílio Pagotto, interpretado por várias bandas da capital catarinense. Adoro o trabalho, seria inclusive, se eu fizesse listas na época, um dos Top do ano.
Gosto bastante da Pessoa Silvio, acho ele uma boa pessoa a quem sinto apreço, tenho até frequentado mais o seu endereço na rede, gente finíssima, pouco adereço, sincera parte, acho que merece.
Acho difícil dizer minhas favoritas, talvez “Vendedor de Lágrimas” onde é lindo a parte “Passa pela pálpebra, por entre os cílios/ E depois transborda, escorre pela borda/ Vai fazendo um trilho, dá pra ver o brilho”.
Adoro o arranjo a la Piazzola feito por André Mehmari, em “Valsa Blue”.
Enfim, é um CD extremamente poético, ótimas canções, arranjos, letras que me chamam muito a atenção.


1º - “Sobre Palavras”, Chico Saraiva & Verônica Ferriani


Quem sabe esse não era para ser o primeiro da lista, quem sabe errei, mas não tem problema, “Eu recorro ao erro sempre que posso/ E erro, erro, erro sem remorso”.
Meu trabalho favorito de Chico Saraiva, embora ele não toca essas músicas no show (ao menos tocou em nenhum dos que eu fui).
As letras de Mauro Aguiar, a voz de Verônica e as composições de Chico Saraiva entraram em mim de maneira direta. Eles apelaram pra pele mesmo.
Na primeira faixa eles já acertam: “Não há cupim, nem erosão ou esmeril capaz de carcomer o que compus com tanta inspiração”. Um CD repleto de imagens, até então, inimagináveis.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Top 5 - Shows Musicais de 2011

Uma coisa que adoro (tem certa força psicótica em mim que não me deixa fazer o contrário) é criar listas.
Há anos, anoto todos os filmes que assisto e dou notas a todos, assim já sabia qual a média de filmes que assisto por ano.
Com vontade de saber qual a quantidade de livros leio, shows musicais e peças teatrais assisto por ano, fiz o mesmo.
Também dou notas e escolho quais eu mais gostei durante o ano. Publicarei, a partir de hoje, a lista dos meus “Top 5” de 2011, visando falar um pouco dos trabalhos que admiro, mostrar um pouco do meu gosto à vocês e poder indicar essas obras para quem se interesse.

Começo pela lista menor. Shows musicais.

Assisti um total de 25 shows.

5º Colocado: Nazareth

O show aconteceu em fevereiro, mas não foi aquela belezura, com músicos ótimos e som bem regulado, ao contrário tive certo desconforto no início do show, mas valeu por ter visto os velhinhos, ainda curtindo muito tocar o Rock and Roll que fazem há 40 anos. Não entrarei em detalhes, pois já escrevi sobre o show no blog.


4ª Colocado: Brasil Papaia


O show aconteceu também em fevereiro já comentei no blog.


3º Colocado: Chico Saraiva & Ana Paula Silva


Show aconteceu em agosto, no SESC Jaraguá.
Conheci o trabalho do Chico Saraiva recentemente, em 2010. Esse já foi o 3º show dele que assisti. Ana Paula da Silva, também conheci em 2010, creio eu, talvez um pouco depois de Chico, foi o 2º show dela que assisti.
O meu encanto pelo show, está principalmente em Chico Saraiva que desde que o conheci, criei grande admiração por seu trabalho, posso dizer que é o compositor da atualidade que mais gosto.


2ª Colocado: Cravo da Terra

O show aconteceu em junho, no SESC Jaraguá (3 shows da lista dos 5 melhores assisti lá)
Conhecia muito pouco o trabalho deles, mas sabia que era uma banda que não podia perder. A banda liderada por Ive Luna tem uma simetria sem igual. Adorei o som do baixo acústico, flauta, violino...
Sabia que podia esperar um bom show, só não esperava tão belo show.


1ª Colocado: Tequila Baby



Esse foi a saideira do ano, o último show. Assisti em dezembro no Espaço Oca. Foi a 2ª vez que assisti a banda e assistiria quantas vezes mais fosse preciso.
A banda que tem suas músicas simples, nada tão complexo como Chico Saraiva, ou belo como Cravo da Terra, faz a galera pular, se empurrar, ir à loucura.
Na hora de fazer a lista, não adianta, o meu coração rockeiro acabou por falar mais alto. A banda gaúcha é a que conheço há mais tempo entre todos dessa lista, desde 2002, com o álbum “Punk Rock Até os Ossos”, trabalho que até hoje considero o melhor da banda.
Duda Calvin e a galera será sempre “Bievenido A Roda Punk”.

Fim da lista. Agora vendendo meu peixe, dos meus shows, o que mais gostei de fazer durante o ano de 2011, foi em fevereiro no SESC, show que já falei aqui no blog.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Medo De Errar

Por pedido de uma leitora, há um bom tempo (antes tarde do que mais tarde), vai aqui uma letra de uma canção que está sendo trabalhada para o meu segundo CD.
Ela pediu para escrever sobre uma palavra. Creio que não é bem exatamente o que ela pediu, mas a palavra está inclusa na letra da canção.
Espero que ela valha o pedido, Josi. Cá está:

Medo De Errar - André Soares e Thiago Daniel

Há uma fórmula pra demonstrar
São tantos passos para acordar
Há muitas fontes com pedras
A jorrar

Eu não entendi nada de cara

Agora eu sinto medo de errar

As forças vêm e vão
O tempo leva o outono, o verão
As folhas vêm e vão
E um moinho ganha a fama de dragão

Agora eu sinto medo de errar

Já errei
Continuo errando
São eternos erros
Não me vi consertando
Já errei
Continuo errando
Propagando mentiras
Minhas unhas lixando
Já errei
Continuo errando
Abstenho meu sonho
Isso está me matando

Agora eu sinto medo de errar

Filósofos
D
ietistas
Padres
Blablazistas...

Eu tentando descobrir
O que o espelho diz pra mim
Por um minuto sinto uma estranha dor
Como ter sentido
O pulsar de um tambor

Agora eu sinto medo de errar

sábado, 14 de maio de 2011

Camaleão Robô

Ontem tive um show particular da banda Camaleão Robô.
No teatro do Sesc, a banda tocou para a gigantesca plateia de 2 (Duas) pessoas.
Se a Suzi não fosse junto (quase não foi), só, estaria eu, lá na frente, sentado assistindo.
As vezes eu acho tão interessante, me pergunto, porque as pessoas não saem de casa?
Mas não é bem assim, né!? Não posso generalizar, que coisa feia. As pessoas saem de casa sim.
Voltando pra casa, passo na frente do cachorrão lotado, a pizzaria nem se fala.
As pessoas na verdade não querem é saber de arte. Não saem de casa para assistir um show, uma peça de teatro, um espetáculo de dança...

Alguém em Jaraguá do Sul sabe o que é um saral de poesia? (agora um monte de gente para de ler esse post, porque to falando sobre coisa chata e um outro tanto digita no google "saral de poesia")
Quantas vezes ouvi:
Em Jaraguá não acontece nada.
Não acontece porque não vai atrás.
É tudo muito caro, na Scar os ingressos são 50 pila.
No SESC os espetáculos são sempre gratuitos.
Mas no SESC nunca tem nada.
A programação do SESC de Jaraguá é quase diária e tem apenas os melhores espetáculos do estado e do Brasil que percorrem toda a rede do SESC.

É foda. A verdade é que eu não posso reclamar que as pessoas não apreciam arte/cultura. Vivo numa cidade carente, sabe? Aqui todo mundo passa fome. As tantas fábricas tiram toda comida do povo pra queimar nos seus caldeirões. É claro que um povo que passa fome não quer arte. Precisa ir em restaurantes, lanchonetes e pizzarias matar sua fome.
E o Camaleão?
Robou.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lobão Comendo os Três Porquinhos

Adoro pessoas que não tem medo de falar o que vem à telha. Lobão acaba de se tornar inimigo de Fiuk, Restart, Luan Santana e todos os seus fãs, ou seja, ele não perdeu muita coisa.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Lobão não poupa minhas risadas e diz: "Fiuk é um bunda mole, é um cara inofensivo", "Restart é uma aberração da natureza" e "...agora sertanejo universitário, é o fim, o cara de classe universitária, que tem que tem nível universitário... Ainda ta com um gosto tão degenerescente, que tá ouvindo música e vai ouvir aquela bosta. Um esquizofrênico, é uma coisa de idiota. Meteoro. Vai tomar no cu rapaz, pelo amor de deus. Um cara babaca que tá formando um monte de babaca, um cara que ouve Luan Santana, é uma cicatriz que você tem no cerebelo você nunca mais vai se livrar dessa mazela".

Cicatriz no cerebelo. Muito bom!
Tem coisas que a gente vê (ouve) e pensa: porque não fui eu quem disse isso antes?
kkkkkkkkkk

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brasil Papaya

Sesc. Cliente antigo. Já sou até Vip se bobear.
Sentado, lá no teatro pra assistir uma banda de rock catarinense, super conceituada.
Só tenho a dizer que us cara são bom.
Meu pow.
Tenho a agradecer também que era rock instrumental, se não ia cair naquele heavy metal gay do estilo de Angra, Iron Maiden, ... , porque o som e o estilo é bem parecido mesmo. Agora se Angra, Iron Maiden, ... , fosse instrumental, seria legal também, o problema é sempre o vocalista.
Olha o exemplo do Black Sabbath:
Ex¹: Ozzy = macho.
Ex²: Dio = gay
Bandas de heavy metal tem que ser como o Metallica. Se querem ser gays, então tem que tocar hard rock. Sempre dá certo.
Olha o Kiss com Paul Stanley que dança e se requebra gazelisticamente em palco. Pega o Sebastian Bach no Skid Row que faz qualquer mulher ter inveja das suas chapinhas. Aerosmith, mais colorido que Steven Tyler e suas poses “provocantes”.
No hard rock ser gay é legal, mesmo que você não seja gay, tem que fingir ser gay.
=]



Era solo atrás de solo, um guitarrista terminava o nhem, nhem, nhem e o outro já tava no nhom no no nom no nom... blé bla bli bluum... fóim óim óim óim...
Caraca. Faltam onomatopéias. Acho que eles devem ter inventado pelo menos umas 100 novas nesse show.
O batera é o “gente fina” da banda. Carismático, baita presença em palco. Diverte a plateia.
As cordas, porém, é que comandam o show. Músicos super técnicos, virtuosos nos enchem os tímpanos de muito som pesado. Alguns momentos até lamentamos estar dentro de um teatro, sentados em cadeiras assistindo. Dá vontade de pular, de levantar a mão e fazer o “I love you” da Janis Joplin.
Sesc, como sempre trazendo coisas boas, nos mais diversos estilos, tem pra todos os gostos.

Falando em gosto, me dá licença, vou lá comer um mamão.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nazareth

Por falta de tempo, estive ausente.
Esse show já faz mó tempo que assisti, mas não posso deixar de falar dele.
Há quase 2 anos eu não ia num show de rock internacional, que saudade.
É tão bom pegar a fila e ficar esperando lá uma eternidade pra entrar.
Camisas pretas em volta, bandanas e jaquetas, além daquelas do Nazareth, ainda encontrava: Kiss, Creedance, Led Zeppelin, Ozzy, Black Sabbath e todas as outras que tem em todos os shows, então vamos pras novidades.
Um verdadeiro encontro de roqueiros na fila, pra prestigiar... Pera, isso também é de praxe em shows de rock. Aliás, em shows de rock, espera-se que vão apenas roqueiros.
Tentar de novo.
Casais de pessoas mais velhas compareceram aos montes... Certo, todo show de bandas antigas são cheios de “velhões”. Clichê também. Pensando melhor no assunto, num futuro não muito distante, ainda terão “velhões” assistindo shows de rock? Todas as bandas estão acabando, se aposentando. Dá medo. Não existem mais bandas de rock novas. Falo de bandas de rock mesmo, não esse monte de coisas como Fresno, e nem sei mais os nomes de outras coisas que estão rolando. Claro que tem umas (pouquíssimas) exceções, portanto, (não) posso generalizar.

Desisti de pensar uma forma diferente de começar, então não vou começar coisa alguma. Esquece lá fora, eu já entrei, não me atrasei, deu tudo certo, nem irmãs Siamesas conseguiriam me atrasar pra esse show.

To lá na frente do palco, bem na frente mesmo, tem só um cara (leia: Armário) na minha frente.
Espera.
Espera.
Espera...
Chegou a horaaaaaa
Olha eles entrando: Lee Agnew na batera, no baixo Pete Agnew (o paizão), Jimmy Murrison na guita e finalmente nos vocaaais: Erasmo Carlos. Hã?! Opa, não, não. É o Dan McCafferty, devem ser irmãos.


O show ficou devendo, foi bem franco, mas deixando a criticidade de lado, vamos pro meu lado roqueiro que tava precisando ouvir barulho de guitarra...
Guitarra é o que eu não pude reclamar. Eu tava muito na frente, então ouvia o som do próprio cubo dele berrando na minha frente, duas vezes mais alto que todos os instrumentos.
Isso é o que estava ruim lá na frente, o som não estava equalizado, fiquei em dúvida se as pessoas lá atrás estavam ouvindo bem, pois pra mim parecia que eles estavam tocando muito mal.
Pergunto, era o som lá da frente? Alguém que viu lá de trás pode me dizer? Eles tocaram mal mesmo?
Parecia que eles estavam sempre fora.
Eu cheguei até a sentir tonturas quando pulei, porque não se encaixava. Achei muito estranho.

Dane-se mais uma vez essa parte...
Caraca! Eles tocaram até Dream On e todos os sucessos mela cueca. Só não conhecia duas músicas do repertório que deveriam ser do último trabalho.
Ver o Dan, lutando pra cantar, dava pena, mas também foi muito legal ver ele, se estrebuchando pra fazer o show. Prova que o Rock And Roll quebra toda e qualquer fronteira de idade.
Dan não alcança muitas notas, mas ele aceita isso e brinca com o público que já não tem mais idade. Faz sinal que sua voz não vai mais, deixando algumas frases em branco, mas que a plateia preenchia: “...A son of bitch”.
Brincou também antes de começar Bad, Bad Boy: “Sex... I like it... When I was Young. I don’t remember, only that I liked.” (não nessas palavras, mas no mesmo sentido).
Meu favorito da noite foi o paizão. simpatia sem igual, ele com o Dan, são os únicos remanescentes da banda original.
Enfim, valeu muito os R$ 40,00 investidos, até saí de lá com vontade de comprar uma bicicleta branca e sair com ela voando essa noite por aí.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Projeto Enter do SESC

Instrumentos afinados, luzes preparadas, cenário montado. Era 20h, do dia 9 de fevereiro (quarta-feira), quando foram abertas as portas do SESC Jaraguá do Sul. O público de 34 pessoas acomodou-se em suas cadeiras e aguardaram Pablo, técnico de cultura, subir ao palco e anunciar ao show do lançamento do CD solo de Thiago Daniel. Caraca. Era eu. Eu não estava nervoso, ao que me parecia. Ansioso. De fato. No fim das contas deve ter o mesmo efeito num show.
Essa ansiosidade acabou me atrapalhando algumas vezes, como ter errado a letra de três músicas, ter desafinado algumas vezes... Vamos deixar as falhas, porque eu sempre falo dos erros de tudo? Como eu sou chato.
No camarim, muitas risadas antes do show, uma certa briga de “quem sobe antes no palco?”
Ao chamado, Darlon é quem dá o primeiro passo e sobe na escada (leia cadeira) e aparece no palco.
Darlon, o produtor musical do CD, segue na penumbra até seu banquinho, onde o violão o aguardava para deitar-se ao seu colo.
Boca é o segundo a subir na escada (agora você já deve ter lido cadeira no lugar, não é?) e segue até sua bateria. Onde começa a ajeitar no seu corpo e estantes os trocentos apetrechos que iria utilizar na primeira música.
Por fim, eu subi na cadeira (poxa vida, que legal agora você leu cadeira) que levava ao palco. Me dirigi até o banco central do palco e acomodei esperando o 1, 2, 3, 4... Esperei, mais um pouquinho. É... Os trocentos apetrechos ainda não estavam posicionados em seus devidos lugares, pescoço, mão esquerda, negócinho de barulhinho na máquina de chimbal, no meio dos dedos da mão direita, dentes, opa, dentes não, mas se eu der essa ideia pra ele, vai saber se numa próxima não terá. 1, 2, 3... Eita. Olha pra frente Thiago e tururum, tururum, turum...

Essa Manhã abre o show com todo o clima obscuro da iluminação, acrescentado com a percussão em clima de filme de terror, teve gente que falou no final “foi de dar medo”.
Eles Pensam, vem pra animar um pouco mais a plateia e a pausa sequencial, foi a hora da minha breve conversa com o público e a brincadeira com o pessoal da técnica para acender a iluminação na plateia.
Eu Aceito, Não Vou Fingir, Joia, e por aí vai todo o repertório do CD.
O ponto alto do show, pra mim e para algumas pessoas que vieram me falar, o momento corta-pulsos, segundo Pablo, foi quando no palco azulado, Darlon começa a tocar À Procura. Boca deixa o palco por alguns minutos.
Vi no rosto de algumas pessoas, os sorrisos no início da música, que foram sendo apagados aos poucos, até findar completamente. Foi pesado dessa vez.
Mesmo com os problemas que tivemos com o teclado e o computador, a música não foi tocada na tonalidade original. Aumentou apenas meio tom, mas meio tom é o suficiente pra enganar a voz que teima sempre ir para o semi tom abaixo. Argh! De novo falando defeitos... Voltaaaa...
Cara. Suei.
Foda. Estou esperando o próximo show pra cantar essa música de novo.
O show termina com Um Só, título do CD e do show. Ao final, ao me levantar pra agradecer a plateia, os aplausos 34 pessoas gritando: “Mais um, mais um, mais um...”
Estrela Cadente que havia sido deixada de fora da lista, acabou tendo que ser tocada. Deixei o violão de lado.
Darlon ficou me perguntando “como é essa música mesmo?”. Boca dizendo “Vamos tocar Essa Manhã de novo, eu não lembro essa”.
No final das contas Darlon diz, vamos ensaiar agora então.
E o show finda com Estrela Cadente. Eu fazendo mais um pedido para ela.
Que shows assim aconteçam ainda mais e mais.Obrigado ao público presente. Vocês realmente foram um presente.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Chico Saraiva

Ontem a noite fui no show do Chico Saraiva e Susana Travassos.
Chico Saraiva é brasileiro, catarinense, de Florianópolis, embora vive em São Paulo, e Susana é portuguesa, vive em Lisboa, natural de alguma outra cidade do interior, não lembro nem se eles falaram a cidade, mas que seja.
Eu já conhecia alguma coisa do trabalho de Chico Saraiva, por isso não podia perder de jeito algum.
Violonista e compositor, tocou um repertório de suas músicas, apenas uma de outro autor (Francis Hime) e outra das músicas mais antigas ("As Horas" do Álbum Trégua). O restante do show foi de músicas inéditas que os dois estão circulando pelo estado de SC, trabalhando nelas para futuro lançamento de um CD novo dos dois.



Suzana Travassos é cantora e se conheceram através de uma música de Chico Saraiva (As Horas, por isso a presença ao show).
Chico parece um pouco tímido ao falar, mas é mesmo o seu jeito de falar mansinho, baixinho, que mostra até mesmo na hora de cantar (ele canta, eu não esperava por isso) uma das músicas junto com Susana.
O duo atingiu minhas espectativas e saí satisfeito da primeira apresentação que assisto no ano.
Chico no violão com sua ótima interpretação e Susana uma grande cantora.