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sábado, 4 de março de 2017

E quem perde é o FUTURO

Sempre ouço das pessoas que o importante é estudar: “Se você estudar vai ter futuro”.
Isso está no discurso de quase toda pessoa que conheço. Portanto seria impossível pensar em desvalorizar o mercado de quem estuda, não?
É muito comum alguém terminar sua faculdade e receber muitas parabenizações, aliás, teve muito esforço para tal conquista. Estudo, estudo e estudo.
Se terminar uma faculdade já é de grande esforço, pense quão duro é continuar os estudos, fazer uma especialização, tornar-se mestre em algo. Quem faz isso deveria ser muito bem recompensado, certo?
Errado.
Aconteceu, na tarde de ontem, na câmara dos vereadores de Jaraguá do Sul, a votação num projeto que previa o corte do adicional por aperfeiçoamento (ou seja, recebe mais quem é pós graduado). O projeto proposto pelo prefeito Antídio Lunelli previa o corte para este adicional e foi aprovado na sessão extraordinária da tarde de ontem (03/03/17).
Quem perde com isso? Os professores que vão receber menos?
Não. Quem perde somos todos nós. Nossos filhos principalmente. O que propõe o prefeito neste projeto é: Não estude, isso não lhe trará benefício algum. Benefício é a palavra que eles insistem em falar (eles = a prefeitura, vereadores e imprensa) Nenhum profissional perdeu seu benefício e sim perderam seu RECONHECIMENTO. O reconhecimento pelo esforço de anos de estudo.
Agora imagine você. Sem este reconhecimento, os professores podem começar a parar de estudar. Eles investem um grande dinheiro para realizar seus estudos, um grande tempo da sua vida é dedicado para se aperfeiçoar e partilhar este conhecimento com a sociedade. Onde está o reconhecimento pela sua luta? Foi jogado fora na tarde de ontem.
Existe um vídeo que inicia com o Sr. Prefeito falando assim: “É muito fácil para um prefeito pensar nas próximas eleições, difícil é pensar nas próximas gerações. E é isso que estamos fazendo.” - Antídio Lunelli 25/02/2017
Questiono se as próximas gerações não seriam assim: Logo, seus filhos terão professores piores, que não mais se interessarão em estudar, pois não verão o que um estudo lhe trará de reconhecimento no seu trabalho. Ou seja, seu filho um dia vai pensar: “Para que estudar?”.
E é dessa forma que ninguém mais poderá falar, que estudar, um dia lhe trará um bom futuro.


Thiago Barba - Artista

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Em Luto! Pela Cultura

Nesta quinta-feira (25), aconteceu na Câmara dos Vereadores, uma reunião convocada pela vereadora Natália Petry e Fundação Cultural de Jaraguá do Sul. Que se propunha a debater novas propostas para regulamentar a distribuição dos recursos do Fundo Municipal de Cultura.

Tendo em vista o cancelamento do Edital de Apoio à Cultura 01/2013, semanas atrás, a reunião pretendia estabelecer metas de como proceder com a verba do Fundo Municipal de Cultura. Atitude honrosa, chamar a sociedade civil para definição do destino da verba pública, mas antes de entrar nesta questão, há pontos a serem ressaltados, para que você leitor, possa saber mais sobre o assunto que venho questionando.

O edital foi cancelado, após quase seis meses de serem transcorridos todos os procedimentos legais. O motivo dá-se por conta de um artigo do presente edital, no qual consta que o proponente pode auto remunerar-se, este ponto apresenta certas divergências legais e tanto controladoria como procuradoria do município sugeriram ao Conselho Municipal de Cultura o cancelamento do Edital. Não havia outra alternativa?

O cancelamento é uma perda para os artistas que estavam participando do processo de seleção, além de ser também uma perda para o governo, pois afinal para este edital foi gasto dinheiro público, tirado dos cofres, para agenciamento da divulgação, para o pagamento dos pareceristas (avaliadores dos projetos) que vieram de outras cidades e gastaram o seu tempo analisando todos os 154 projetos inscritos. Foi também um descaso com funcionários e todos os envolvidos que trabalharam nesse percurso, e mais ainda, claro, aos proponentes que se dedicaram a escrever seus projetos e a seguir a risca todas as exigências do processo. O tempo corre e aqui estamos, no final do sexto mês do ano, meio ano passou e agora vem o maior prejudicado de todos, você e toda a sociedade, que passou estes seis meses de espera, que passou estes seis meses de tempo gasto e não recebeu os projetos da cultura. Lastimável pensar também, que com este edital cancelado, o dinheiro que já tinha um destino cultural justo, fica agora parado, e possivelmente terá os próximos seis meses do ano também sem receber cultura, esta que lhe é direito, direito este que foi cortado não somente dos artistas, mas de toda a população de Jaraguá do Sul com o cancelamento do Edital de Cultura.

Os artistas ao saberem da notícia tentaram reverter o cancelamento. Um grupo, com cerca de vinte pessoas reuniu-se com o Sr. Prefeito, na mesma semana da reunião do Conselho de Cultura que acabou optando pelo cancelamento do edital. Nesta reunião, o Sr. Prefeito chamou o jurídico para lhe acompanhar e o que queríamos era buscar soluções alternativas para o não cancelamento do Edital. Apontadas as questões do cancelamento pelo Sr. Procurador Rafael, nós artistas ainda tentamos buscar soluções para a continuidade, e chegamos a uma possível medida, na qual o Jurídico afirmou ser possível a continuidade. A questão foi a seguinte: Se o problema do Edital era a auto remuneração, assim sugeriu-se que se nós, proponentes dos projetos, abríssemos mão da porcentagem da auto remuneração para que o projeto possa ser realizado, para que a sociedade possa receber o projeto, há a possibilidade ainda da continuidade do Edital? - Explico: meu projeto tem o custo de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e prevê 20% (vinte por cento) de auto remuneração, se eu abro mão de receber este valor, recebendo apenas R$ 8.000,00 (oito mil reais), é possível a continuidade do Edital? - Resposta: Sim. Esta mesma resposta foi ouvida mais uma vez pela Controladoria da cidade, então ainda havia uma esperança de o edital prosseguir.

Aconteceu que na reunião do Conselho Municipal de Cultura da semana seguinte, esta questão foi levantada aos conselheiros, mas ocorre que foi totalmente negada, optando-se pela continuidade do cancelamento. Pergunto: por quê?

Na reunião desta quinta-feira, o Sr. Controlador disse em dado momento, que havia uma medida que poderia ter sido tomada para o edital acontecer, era a possibilidade do proponente abrir mão da sua remuneração, mas, segundo ele, não foi possível pois havia proponentes que não aceitaram. Eu, numa resposta ao Controlador, disse que ele estava equivocado e que este questionamento, nunca chegou aos ouvidos dos proponentes, visto que esta possibilidade foi pura e simplesmente barrada pelo conselho de cultura. A proposta existia, o fato é que o Conselho não levou adiante a proposta, tendo simplesmente a ignorado. E agora eu me pergunto: como o Controlador sabia a resposta dos proponentes se uns poucos artistas é que estavam na reunião do Conselho? Como o Procurador pôde responder por todos? Estaria ele também respondendo por mim? O Controlador em sua réplica alegou que ouviu falar sobre o assunto (na busca de criar eufemismos para sua fala anterior?), disse que não era algo verdadeiro (de fato, falou uma mentira), mas mesmo assim agora não seria mais viável a questão, visto que agora passou-se muito tempo e não havia mais tempo hábil para voltar nesta decisão e blábláblás.

Acredito que o Sr. Procurador foi muito infeliz em suas falas, utilizando-se do diz-que, diz-que, do ouvi falar por aí, não atendo-se aos fatos reais. Sua fala torna-se frágil, uma vez que o Edital poderia continuar existindo com base nas devidas alternativas, e faz surgir os seguintes questionamentos: Se não há tempo para voltar atrás na decisão do Edital, então teria tempo para a abertura de um novo edital? Seria menos tempo começar todo um processo, desde o início, do que finalizar um processo que estava em sua reta final depois de quase seis meses? Ou então como seria a melhor  forma para que esta verba seja utilizada em tempo hábil?

Em vista desses questionamentos, coloco mais alguns fatos para serem refletidos:
1.       Conselho Municipal de Cultura decide em plenária divulgar lista dos proponentes habilitados pela documentação do edital, porém a divulgação desta lista nunca aconteceu;

2.       A reunião para deliberação dos projetos foi marcada diversas vezes pelo Conselho Municipal de Cultura, e no momento da reunião decidem não fazer nenhuma deliberação;

3.       Em parecer técnico por escrito, destinado ao Conselho Municipal de Cultura, Procuradoria e Controladoria apontam que deve ser feito o cancelamento. O detalhe é que esta carta deveria apresentar um parecer técnico, e não recomendativo, mostrando ser muito mais uma carta de ação política e não técnica;

4.       A Sra. Vereadora Natália Petry, já havia marcado a pauta da reunião desta quinta-feira, para discutir sobre o Fundo Municipal de Cultura, mesmo antes do cancelamento do Edital pelo Conselho Municipal de Cultura;

Com base nesses fatos, principalmente este último, seria tão honrosa esta reunião marcada pela Sra. Vereadora e a Fundação Cultural de Jaraguá do Sul? Coloco aqui também situações que percebi, pois estive presente, nas reuniões do Conselho: há visivelmente uma pressão para que haja o cancelamento, não são argumentos, é pressão mesmo, um exemplo disto, é quando uma pessoa do poder público, que faz parte da Fundação Cultural (para quem não sabe o Conselho é instituído metade pela sociedade civil e metade pelo poder público) diz erroneamente ao Sr. Conselheiro Rubens Franco, representante da sociedade civil pelo cadeira do teatro, que se o Conselho aprovasse a continuidade do Edital e se por algum acaso acontecessem problemas futuros, quem teria que arcar com as despesas (no caso quase um milhão e duzentos mil reais) eram os membros do conselho. Inverdades como esta, sem provas, sem baseamento em nenhuma lei, são apontadas aos membros do conselho, para mim, com o intuito apenas de forçar a barra para o cancelamento do edital.

Se o Sr. Procurador parece gostar de colocar diz-que, diz-que em suas falas, assim coloco aqui também os meus: Seria o cancelamento do edital, seguido por esta reunião na Câmera, uma jogada política?
Digo mais, acharam que o cancelamento do Edital passaria em branco pela classe artística, como acabou acontecendo em 2012, quando o dinheiro do Fundo Municipal de Cultura foi destinado ao lixão de Jaraguá do Sul? Será que estão pensando por ai em cancelar o Edital para fazer algo, como aconteceu em 2012, dando um novo destino ao Fundo Municipal de CULTURA? Será que ele pensa em jogar o dinheiro da cultura, figurativamente e literalmente no lixo? Pois isso é o que nós artistas somos ante os olhos de muitos, o lixo da cidade, apenas o resto. A verba da cultura é só da cultura, mas afinal quem é que precisa de cultura? Cultura pra quê? Fazer o povo refletir é perigoso, não é?

Então coloco um pouco o povo para pensar aqui comigo, primeiro refletimos, depois agimos. Depois de muito refletir, abro estas questões publicamente. Gostaria da reflexão de todos, da sociedade que parece estar sendo sempre enganada, aos meus amigos artistas que sentem indignação com acontecimentos como este, mas que na hora de tomar decisões importantes ficam com um pé atrás, ou aceitam tudo o que lhes é falado sem questionamento. Questionar é o que nos faz sermos humanos, é o que nos diferencia dos animais irracionais, e não o pensar. Um cão pensa, com o tempo ele aprende que o lugar do xixi é na rua, que não deve roer o calçado do dono, é só ensinar que ele aprende. Ele sabe que você manda, pois ele pensa e quando pensa sabe que você é quem o alimenta, quem lhe dá carinho e sabe que o melhor a se fazer é obedecer. O que o cão não faz é questionar se é correto ganhar ração três vezes ao dia, se é correto ficar trancado, ele aceita. Aceita pois não questiona. Questione para não ser aprisionado por uma coleira.

Agora em tempos de festa junina parabenizo a cultura destas festas com um mini-poema às quadrilhas:

Um pé que não avança
Quadrilha que não dança.

Thiago Daniel
Diretor teatral, músico e escritor

26/06/2014

sábado, 12 de janeiro de 2013

Top 5 Lugares (de 2012)

Eita que dó deixar alguns lugares fora da lista. Roma, maravilhosa, ocupa as melhores posições, infelizmente ficaram de fora lugares que amei como o Forum Romano, Palatino, Panteão, Castelo Sant Angelo... Além de Roma conheci tantos outros locais marcantes durante o ano, ficando de fora da minha lista, até mesmo uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, a Usina de Itaipu e um dos lugares onde mais me diverti e me encantei, o Parque das Aves em Foz do Iguaçu, talvez pelas aves trancafiadas em enormes viveiros. Enormes, mas viveiros.


5 - Cânion Fortaleza (Cambará do Sul/RS)
Sempre terei muita dó de ver pássaros enjaulados. Uma ave voa. Mesmo estando num viveiro enorme onde ela possa voar uma distância razoável. Ela voa muito mais. Ela livre é muito mais. Ela pode muito mais que nós, simples seres humanos, conhecer tamanhos lugares.
Baita inveja eu tive de ver aquelas aves de rapina sobrevoando aquele lugar imenso, aquele lugar intenso. Senti a diversão delas. Dava vontade de pular só pra ver como é, sentir como é voar por entre os cânions, sentir como é voar naquele ar poderoso, que já ali parado, mesmo parado, na beira do penhasco a gente já sente certo prazer de liberdade.
Era uma tarde linda, para nossa sorte, dia perfeito para a visitação segundo os nativos. O dia limpo, sem neblina, deixou-nos assistir lá de cima todos aqueles quilômetros de vista. A programação eram cachoeiras, que se esticaaaaaavam até não conseguirmos mais ver seu fim; era muito verde que abrilhantavam os olhos; eram as rochas que nos chamavam para aventurar-se sobre elas; era a imensa montanha à frente, tão robusta quanto esta que pisávamos; e era láááá embaixo a linha das águas, o rio cortante que separava a grandiosa montanha frontal e a pisante.



4 - Capela Sistina (Vaticano)
No photo, please!
Sssshhhh!
Duas célebres frases do local.
Se você simplesmente negar o fato que esta frase é repetida minutalmente por alguns seguranças do local, ali é perfeito.
O famoso teto da Capela Sistina, eita coisinha mais incrível aquilo hein!? Pode-se sentar durante horas e ali ficar apenas admirando, não tem como se cansar, pois a cada minuto vê-se algo ainda não visto, uma perfeição ainda não reparada.
Agora pra falar a verdade o teto nem o melhor, Porque aquela parede frontal... Taquipariu.
Michelangelo! Se tem um cara que merece respeito, tu é o cara.


3 - Cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçú/PR)
Tá bom! Vou admitir, não estava um bom dia:
* Era um dia nublado;
* Seca e as cataratas não estavam tão cheias como dizer ser de costume;
* Era domingo, final de ano, então tinha gente pra caramba o que dificultava ver algumas coisas...
Ou seja, o negócio estava um saco.
Nem mordendo!... Até parece que só isso ia fazer uma das sete maravilhas da natureza parecer pouca coisa. Eu que sempre me encantei com qualquer aguinha correndo, caindo de um morrinho de nada, sempre tive as Cataratas com um dos meus sonhos, e agora estava num.
Só que o sonho ainda não acabou. Um dia eu volto pra lá.

2 - Termas de Caracala (Roma/ Itália)
Depois da visitação, ainda na porta do local passamos por um casal brasileiro. A moça nos pergunta, “Vale a pena entrar?”.
A Suzi responde, pois eu não soube responder, fiquei apenas a pensar, “Como assim, vale a pena?!”.
Roma foi uma alucinação. Fiquei completamente maluco com a cidade, tudo que eu vi lá, com certeza estavam sendo as coisas mais fantásticas da minha vida, como um apaixonado pela idade antiga tudo era fantástico, mas entendo a pergunta, se alguém for ver as ruínas sem se colocar no tempo da construção, sem tentar imaginar as pessoas passando por lá há 2 mil anos, sem imaginar, não consegue ver o brilhantismo em nada, tudo é apenas pedaços, pedaços de pedras e tijolos a mostra, pedaços de paredes quebradas, pedaços de chão, pedaços de partes. Não há beleza.
A beleza está nos olhos de quem pensa.

1 - Coliseu (Roma/ Itália)
Simplesmente a maior conquista da minha vida.
Entrar no Coliseu.
Uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, uma das 7 Maravilhas do Mundo Medieval...
Seja lá qual for o mundo, qualquer um pode ser, pois com certeza é uma das 7 Maravilhas do Meu Mundo.

sábado, 29 de setembro de 2012

Prêmio Ganymedes José

"Cuida de Mim", meu livro lançado dezembro de 2011, foi premiado no concurso Internacional de Literatura da União Brasileira dos Escritores do RJ.
Dia 26 de outubro receberei, no Rio, o Prêmio Ganymedes José de literatura Infantil e Juvenil.
 


Obrigado a todos que tornaram essa grande realização possível.
Aos sine qua non:
Suzi Daiane, minha esposa, revisora e super chata, tiradora de coisas do livro.

Danielli Gomes Prazeres, amiga talentosa que ilustrou brilhantemente e aturou arduamente o escritor chato que mandava refazer alguns desenhos.
Carlos Henrique Schroeder, o grande editor dos lápis inquietos.
Renato Schroeder Junior, o cara da estruturação técnológica do livro.

Estes que trabalharam diretamente comigo no projeto, mas também todos aqueles que contribuíram de alguma forma no trabalho. Leitores (ões e inhos) que deram suas críticas e  sugestões sempre carinhosamente acatados pela pessoa que aqui voz fala.

Grato
e Feliz

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Luto

O sorriso da piada contada
Da piada recontada
Do "pega mais carne"
"Tem Batata, Thiago"
Dos deboches
Do meu vô

Como ele mesmo diria
Naquele momento, meu vô, de sempre:
"Morreu pra ti..."

Você sempre vai estar lá, vô
Mas a saudade também

Antônio Kunitz

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Chão

Composição que fará parte do meu segundo CD "Dueto", trabalho que trará canções compostas por mim em parcerias com outros artístas.
Chão foi composta em parceria com Suzi Daiane e, neste vídeo, acompanhada por Rubens Franco.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Top 5 - CDs Mais Curtidos em 2011

Entre os sei lá quantos ouvi, 200, 300, estão aí os que eu mais curti ter ouvido

5
º - “Rockferry”, Duffy


Baladinhas super gostosas de ouvir, numa mistura de Rock e Jazz, super indicado para quem curte de Amy Winehouse (não conheço bem Amy, só os sucessos), tem algo parecido, com uma pitada de folhas caindo da árvore no outono a mais.
Nem sei dizer qual das músicas é minha favorita deste disco de 2008, então, vou chutar uma: minha favorita é o álbum inteiro.

4º - “Abbey Road”, The Beatles



Ouço Beatles há anos e nunca canso.
Não sei nem se Abbey Road (1969) é meu disco favorito, mas com certeza foi o que mais marcou 2011 para mim.
Quase todas as músicas do CD fazem meu corpo trabalhar de uma maneira diferente, só não sou muito fã da 1ª faixa, acredite ou não a música que menos gosto dos Beatles é “Come Together”.
O CD me faz pular, dançar, tocar guitarra aérea e bateria imaginária, me faz cantar balançando a cabeça para os lados, para cima e para baixo, faz-me franzir a testa e cantar emocionado. Fazme imaginar as martelas do “Maxwell's Silver Hammer”, ver o sol chegando em “Here Comes The Sun”, colocar as mãos para cima e bater palmas com “Carry That Weight”, faz-,me emocionar com “You Never Give Me Your Money”, “Because”, gritar com “Oh! Darling”...
Resumindo: The Beatles faz.

3º - “Muito” e “Pouco”, Paulinho Moska

Esse disco duplo de 2010, já foi muito ouvido por mim no ano do lançamento e mesmo assim figurou nessa lista de 2011.
Adoro as letras, as levadas, com Moska eu “...canto, porque sinto encanto”.
Minhas favoritas, são “Soneto do Teu Corpo” e “O Tom do Amor” que são aquelas músicas que ouvimos e pensamos: “Porque eu não compus isso antes?”
Ainda dou ênfase para as faixas “Ainda” e “Waiting For The Sun To Shine”.


2º - “Boa Pessoa”, Silvio Mansani

Conheci Silvio Mansani em 2009, através do “No Dorso do Rinoceronte”, um CD infantil composto por ele e Emílio Pagotto, interpretado por várias bandas da capital catarinense. Adoro o trabalho, seria inclusive, se eu fizesse listas na época, um dos Top do ano.
Gosto bastante da Pessoa Silvio, acho ele uma boa pessoa a quem sinto apreço, tenho até frequentado mais o seu endereço na rede, gente finíssima, pouco adereço, sincera parte, acho que merece.
Acho difícil dizer minhas favoritas, talvez “Vendedor de Lágrimas” onde é lindo a parte “Passa pela pálpebra, por entre os cílios/ E depois transborda, escorre pela borda/ Vai fazendo um trilho, dá pra ver o brilho”.
Adoro o arranjo a la Piazzola feito por André Mehmari, em “Valsa Blue”.
Enfim, é um CD extremamente poético, ótimas canções, arranjos, letras que me chamam muito a atenção.


1º - “Sobre Palavras”, Chico Saraiva & Verônica Ferriani


Quem sabe esse não era para ser o primeiro da lista, quem sabe errei, mas não tem problema, “Eu recorro ao erro sempre que posso/ E erro, erro, erro sem remorso”.
Meu trabalho favorito de Chico Saraiva, embora ele não toca essas músicas no show (ao menos tocou em nenhum dos que eu fui).
As letras de Mauro Aguiar, a voz de Verônica e as composições de Chico Saraiva entraram em mim de maneira direta. Eles apelaram pra pele mesmo.
Na primeira faixa eles já acertam: “Não há cupim, nem erosão ou esmeril capaz de carcomer o que compus com tanta inspiração”. Um CD repleto de imagens, até então, inimagináveis.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Top 5 - Melhores Peças Teatrais de 2011


Ano em que mais assisti peças de teatro na vida, não perdi nenhuma peça do Palco Giratório do SESC que veio para Jaraguá, tanto que a maior partes das peças da lista são do Palco Giratório, há dificuldade até de colocar qual foi a melhor, a segunda, portanto ficou muita coisa boa de fora, mas...

Total: 85 peças teatrais


5 - “A Vida Como Ela É”, Teatro Sim… Por Que Não?!!!

Segunda vez que assisti a montagem deste grupo da capital catarinense. Já adorava o espetáculo, saí do teatro gostando ainda mais.
Sou fã de Nelson Rodrigues e do gênero farsa, os dois unidos por este grupo super competente só poderia dar este resultado. Muitas risadas e dolorosas facadas no estômago. É ótimo terminar a 2ª esquete e o público, até então, todo animado, risonho, ficar num silêncio total. Remoendo.


4 - “El Titiritero De Banfield”, Sérgio Mercúrio

Sérgio Mercúrio, argentino. Grande bonequeiro e pesquisador da arte dos bonecos.
Segundo espetáculo que assisti dele. Não recordo se foi em 2009 ou 2010 que assisti ao “Viejos”. “El Titiritero” superou minhas expectativas. Já havia adorado a montagem mais recente, “Viejos”, mas prefiro esta.
A me ver, na plateia, Bobby, o boneco protagonista do espetáculo, percebe:
“Jesus”.
Meses após o espetáculo, ainda teve gente me encontrando e dizendo “Oi Jesus”.
Mercúrio dá vida aos bonecos como poucos. Cada respiração é sentida pela plateia.


3 - “Rebu”, Teatro Independente

O Grupo Carioca, foi meu grande 'bum' de 2011.
Ótima dramaturgia, ótimos atores, grande diretor. Fiquei de cara quando assisti a peça. Achei que seria a melhor peça do ano. Estava enganado...


2 - “Concerto de Ispinho & Fulô”, Cia do Tijolo

Lindo Demais. Essa foi a sensação mais presente em mim durante o espetáculo. Creio que nunca vi algo na vida que me fascinou tanto assim.
A estética desse musical me encantou muito. Vontade de montar um musical.
Assim.
Tinha de ser assim:
Nove pessoas em cena, cada um fazendo uma coisa em um canto. Assim, de um jeito que vai fazer o espectador não saber para onde olhar. Assim, sorrindo o tempo inteiro pela beleza dos atores, da iluminação, da música. Assim, com textos tão ótimos, tão poéticos quanto Patativa Assaré.
Assim...


1 - “Cachorro”, Teatro Independente


... A melhor peça do ano foi a do dia seguinte ao Rebu. "Cachorro"
Mesmo grupo, mesmo diretor, mesmo dramaturgo, quase mesmo elenco.
Não tem como dizer que essa peça eu gostei mais. Ela está aqui em número 1, pela minha preferência dramatúrgica, ou a trama me intriga mais.
Cachorro poderia estar em 3º no lugar de Rebu, como poderia estar em 2º no lugar de Spinho & Fulô.
Assim, coisas meio Rodrigueanas mechem mais em mim. Assim, adoro conflito dos bons, dos melhores. Assim, classifique essas três como super imperdíveis e totais reassistíveis. Aliás, todas essas da lista. Assim, foda classificar.



Final da lista, hora de falar um pouco sobre mim...
A apresentação de uma peça minha, que mais gostei, fica até difícil de dizer também. Dava pra fazer outra lista de top 5, pois tiveram algumas muito satisfatórias, como “O Patinho Feio” no Festival Nacional de Teatro, no Piauí. Outro comentário da minha caixinha de Lambe-Lambe, Peças estreando, emocionando, mas creio que o melhor momento mesmo, não foi nem de uma peça que apresentei e sim de uma que dirigi.
Uma apresentação em específico, num sábado, na rua, em Brusque.
Foi tão bom ver as atrizes se ferrando e se dando tão bem ao mesmo tempo. No meio da chuva. Aquela chuva torrencial. Ver as pessoas passando na rua e dando o guarda-chuva às atrizes e ficar para assistir. Ver a plateia em baixo das marquises assistindo boquiabertas as performances diante de seus olhos.
Muito bom mesmo.
Foi a 4ª apresentação da peça Pessoa Entre Pessoas.
Obrigado Brusque. Parabéns meninas.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Top 5 - Melhores Livros de 2011

Essa lista, embora eu não tenha lido tantos livros, foi bem difícil chegar a estas colocações, tanto que os gêneros são totalmente diferentes, tem conto, romance, quadrinho... Enfim, sou um tanto chato com livros, se não me agrada alguma coisa ao começar a ler, dificilmente vou até o fim, com isso, os livros acabam sendo mais do meu gosto, assim fica difícil a escolha.

Total: 49 livros

5º - “Muitas Peles “ de Luis Brás

Até um tempo atrás, achava os livros teóricos, crônicas, ou qualquer coisa que não fosse ficção, um saco, portanto, jamais imaginaria que estaria algum numa lista dos meus livros favoritos.
O livro foi contemplado com o Programa de Ação Cultural de 2010, do governo de São Paulo. Luis Brás teoriza a ficção científica com maestria em muitos textos e muitas vezes me encantou como no texto “Olha, mãe, uma cor voando!”.
Vou parar de falar sobre o livro, pois Brás já avisou, “Crítica é cara ou coroa”.


4º - “A Extraordinária Jornada de Edward Tulaine” de Kate DiCamillo

Literatura Infanto-Juvenil sempre me encantou. Ao começar a ler Edward Tulaine, percebi que este ficaria muito tempo martelando na minha cabeça. Sempre fui encantado pelo mundo da fantasia e a história narrada por um coelho de pelúcia, trouxe uma magia que não me deixou tirar os olhos do livro antes de terminar.
Devo admitir que me decepcionei com o final do livro. Para quem leu, concorda que seria melhor ter terminado no penúltimo capítulo? Para quem estiver a fim de ler, veja se concorda.
Pois bem, prefiro ficar com o livro até o penúltimo capítulo, assim ele não me decepciona e fica como uma das minhas obras preferidas que quero ler e reler outras vezes.


3º - “Angu de Sangue” de Marcelino Freire
Foi o segundo livro que li de Marcelino, adorei tanto a forma de como o cara escreve, que nem peguei outro livro dele, porque vai que eu termino de ler todos. Depois o que farei da vida? Uma vida não seria completa sem obras novas do Marcelino para ler.
Quero, quero, porque quero montar uma peça, esquete, cena, seja lá o que for, baseada em algum conto do Marcelino. Quero e vou deixar todas as palavras lá, todinhas, e não vai ter filho da puta pra tirar nada, nadinha. Ouviu?


2º - “O Chinês Americano” de Gene Luen Yang

Quadrinhos. Minha paixão desde a infância. Quadrinhos. Ainda quero fazer um quadrinho (eu quero fazer tudo na minha vida, acho que vou morrer frustrado) Algum desenhista se habilita? [PS do entre Parênteses: ou realizado].
O livro conta 3 histórias, interligadas, que no início te faz pensar, porque parar na metade do conto? Mas logo acostuma. Lê lá, cê vai ver.
O livro trás um conto clássico Chinês, de um macaquinho lutador que domina todas as artes marciais, voa e uma nuvem e carrega um bastão mágico que cresce (isso lhe lembrou alguma coisa? Algum Kamehame-há?)
Pois é, se você, assim igual a mim, é viciado em animes e mangás, vai lá bicho, não perde esse não. Garanto surpresas no livro.


1º - “A Revolução dos Bichos” de George Orwell

Sou um apaixonado por animais. Fato. Só que este é muito mais do que um livro de animais. Nesse livro de fantasia, Orwell nos mostra a realidade política do ser humano. Comparando-nos com porcos, cães, galinhas, vacas, cavalos.
Seres humanos e animais. Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros.



Fim da lista. Hora de vender o peixe.
Cuida de Mim foi o livro que lancei neste ano de 2011. É um livro muito importante para mim. Por enquanto é o trabalho que mais gostei de ter feito até hoje, seja música, filme, teatro, literatura. Lançar este livro foi mais do que ter um sonho realizado, mas sim ser um marco para o início da minha carreira artística. Não sossego enquanto não tiver um trabalho melhor. E outro. E outro...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Top 5 - Shows Musicais de 2011

Uma coisa que adoro (tem certa força psicótica em mim que não me deixa fazer o contrário) é criar listas.
Há anos, anoto todos os filmes que assisto e dou notas a todos, assim já sabia qual a média de filmes que assisto por ano.
Com vontade de saber qual a quantidade de livros leio, shows musicais e peças teatrais assisto por ano, fiz o mesmo.
Também dou notas e escolho quais eu mais gostei durante o ano. Publicarei, a partir de hoje, a lista dos meus “Top 5” de 2011, visando falar um pouco dos trabalhos que admiro, mostrar um pouco do meu gosto à vocês e poder indicar essas obras para quem se interesse.

Começo pela lista menor. Shows musicais.

Assisti um total de 25 shows.

5º Colocado: Nazareth

O show aconteceu em fevereiro, mas não foi aquela belezura, com músicos ótimos e som bem regulado, ao contrário tive certo desconforto no início do show, mas valeu por ter visto os velhinhos, ainda curtindo muito tocar o Rock and Roll que fazem há 40 anos. Não entrarei em detalhes, pois já escrevi sobre o show no blog.


4ª Colocado: Brasil Papaia


O show aconteceu também em fevereiro já comentei no blog.


3º Colocado: Chico Saraiva & Ana Paula Silva


Show aconteceu em agosto, no SESC Jaraguá.
Conheci o trabalho do Chico Saraiva recentemente, em 2010. Esse já foi o 3º show dele que assisti. Ana Paula da Silva, também conheci em 2010, creio eu, talvez um pouco depois de Chico, foi o 2º show dela que assisti.
O meu encanto pelo show, está principalmente em Chico Saraiva que desde que o conheci, criei grande admiração por seu trabalho, posso dizer que é o compositor da atualidade que mais gosto.


2ª Colocado: Cravo da Terra

O show aconteceu em junho, no SESC Jaraguá (3 shows da lista dos 5 melhores assisti lá)
Conhecia muito pouco o trabalho deles, mas sabia que era uma banda que não podia perder. A banda liderada por Ive Luna tem uma simetria sem igual. Adorei o som do baixo acústico, flauta, violino...
Sabia que podia esperar um bom show, só não esperava tão belo show.


1ª Colocado: Tequila Baby



Esse foi a saideira do ano, o último show. Assisti em dezembro no Espaço Oca. Foi a 2ª vez que assisti a banda e assistiria quantas vezes mais fosse preciso.
A banda que tem suas músicas simples, nada tão complexo como Chico Saraiva, ou belo como Cravo da Terra, faz a galera pular, se empurrar, ir à loucura.
Na hora de fazer a lista, não adianta, o meu coração rockeiro acabou por falar mais alto. A banda gaúcha é a que conheço há mais tempo entre todos dessa lista, desde 2002, com o álbum “Punk Rock Até os Ossos”, trabalho que até hoje considero o melhor da banda.
Duda Calvin e a galera será sempre “Bievenido A Roda Punk”.

Fim da lista. Agora vendendo meu peixe, dos meus shows, o que mais gostei de fazer durante o ano de 2011, foi em fevereiro no SESC, show que já falei aqui no blog.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estreia de Pessoa Entre Pessoas

Fim de semana que sucede este, estará acontecendo em Brusque/SC, a estreia e uma temporada da peça teatral "Pessoa Entre Pessoas".
Trata-se de um espetáculo de Teatro de Rua, baseado nos 3 heterônimos mais importantes de Fernando Pessoa. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.
A peça escrita e dirigida por mim, trás poemas e trechos de poemas dos heterônimos e Conta com a atuação de Jéssica Voss, Paula Padaratz e Suzi Daiane.

As apresentações serão na sexta, sábado e domingo
Segue o local e horário das apresentações:

Dia 27 (domingo) Praça Sesquicentenário, 16h.
Dia 26 (sábado) Praça Barão de Schneeburg, 19h30.
Dia 26 (sábado) Shopping Gracher, 15h.
Dia 26 (sábado) Praça Barão de Schneeburg, 10h.
Dia 25 (sexta) EEB João Hassman, 21h15. Antes da peça terão intervenções com poemas, que inicia as 20h30 e depois da intervenção 20h45, uma conversa com o diretor (eu) a respeito da peça e Fernando Pessoa.

Não tem problema ir na escola, viu!?
Vai ser aberto a comunidade.

Compareça, apareça, aconteça, só não adormeça.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Medo De Errar

Por pedido de uma leitora, há um bom tempo (antes tarde do que mais tarde), vai aqui uma letra de uma canção que está sendo trabalhada para o meu segundo CD.
Ela pediu para escrever sobre uma palavra. Creio que não é bem exatamente o que ela pediu, mas a palavra está inclusa na letra da canção.
Espero que ela valha o pedido, Josi. Cá está:

Medo De Errar - André Soares e Thiago Daniel

Há uma fórmula pra demonstrar
São tantos passos para acordar
Há muitas fontes com pedras
A jorrar

Eu não entendi nada de cara

Agora eu sinto medo de errar

As forças vêm e vão
O tempo leva o outono, o verão
As folhas vêm e vão
E um moinho ganha a fama de dragão

Agora eu sinto medo de errar

Já errei
Continuo errando
São eternos erros
Não me vi consertando
Já errei
Continuo errando
Propagando mentiras
Minhas unhas lixando
Já errei
Continuo errando
Abstenho meu sonho
Isso está me matando

Agora eu sinto medo de errar

Filósofos
D
ietistas
Padres
Blablazistas...

Eu tentando descobrir
O que o espelho diz pra mim
Por um minuto sinto uma estranha dor
Como ter sentido
O pulsar de um tambor

Agora eu sinto medo de errar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Dia Que Quase Matei Meus Esquilos

Certa noite, o ar frio possuía meu Ap anunciando o fim do verão. Meus olhos pequenos, ardendo da maquiagem feita algumas horas antes, guiaram-me até as quatro janelas para abri-las. Adoro frio. Com os olhos forçados a ficarem abertos, eu doido para dormir, vou dar boa noite aos meus pequenos esquilos-da-mongólia, Akira e Anime, e decido: hora de trocar a serragem da gaiola, eles precisam dormir no limpinho. Posteriormente alguns espirros proporcionados pela poeira da serragem, deitei-me, com os olhos vermelhos devido à rinite. Adeus olhos pequenos, cansados e vermelhos. É manhã e minha energia está restaurada. Na gaiola:
Os dois Gerbos, deitados um sobre o outro, acordam com meu barulho. Estranhei eles estarem em cima da gaiola, porque a serragem estava limpinha, eu dei até um pano novo gostosinho para eles roerem todo e transformar em sua caminha.

Acontece, que eu esqueci de colocar a serragem no local certo, eles tiveram que dormir lá em cima, juntinhos tentando se esquentar.

Eles estavam duros, tremiam, não conseguiam mover-se, quanto menos andar.Tentei dar uma semente de abóbora, a preferida deles, para tentar animá-los. Eles deixaram cair, nem forças para segurar tinham.

Forcei-os andar, fiz eles descerem até onde a serragem, agora, estava colocada.

Eles ficavam parados, tentando permanecer em pé e tremiam feito aquelas placas metálicas utilizadas para fazer barulho de trovoada.

Apavorei, mas cerca de 30 minutos depois já estavam subindo e descendo as escadas da gaiola.

Quase me auto-denunciei para a AJAPRA (Associação Jaraguaense de Proteção aos Animais).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Projeto Enter do SESC

Instrumentos afinados, luzes preparadas, cenário montado. Era 20h, do dia 9 de fevereiro (quarta-feira), quando foram abertas as portas do SESC Jaraguá do Sul. O público de 34 pessoas acomodou-se em suas cadeiras e aguardaram Pablo, técnico de cultura, subir ao palco e anunciar ao show do lançamento do CD solo de Thiago Daniel. Caraca. Era eu. Eu não estava nervoso, ao que me parecia. Ansioso. De fato. No fim das contas deve ter o mesmo efeito num show.
Essa ansiosidade acabou me atrapalhando algumas vezes, como ter errado a letra de três músicas, ter desafinado algumas vezes... Vamos deixar as falhas, porque eu sempre falo dos erros de tudo? Como eu sou chato.
No camarim, muitas risadas antes do show, uma certa briga de “quem sobe antes no palco?”
Ao chamado, Darlon é quem dá o primeiro passo e sobe na escada (leia cadeira) e aparece no palco.
Darlon, o produtor musical do CD, segue na penumbra até seu banquinho, onde o violão o aguardava para deitar-se ao seu colo.
Boca é o segundo a subir na escada (agora você já deve ter lido cadeira no lugar, não é?) e segue até sua bateria. Onde começa a ajeitar no seu corpo e estantes os trocentos apetrechos que iria utilizar na primeira música.
Por fim, eu subi na cadeira (poxa vida, que legal agora você leu cadeira) que levava ao palco. Me dirigi até o banco central do palco e acomodei esperando o 1, 2, 3, 4... Esperei, mais um pouquinho. É... Os trocentos apetrechos ainda não estavam posicionados em seus devidos lugares, pescoço, mão esquerda, negócinho de barulhinho na máquina de chimbal, no meio dos dedos da mão direita, dentes, opa, dentes não, mas se eu der essa ideia pra ele, vai saber se numa próxima não terá. 1, 2, 3... Eita. Olha pra frente Thiago e tururum, tururum, turum...

Essa Manhã abre o show com todo o clima obscuro da iluminação, acrescentado com a percussão em clima de filme de terror, teve gente que falou no final “foi de dar medo”.
Eles Pensam, vem pra animar um pouco mais a plateia e a pausa sequencial, foi a hora da minha breve conversa com o público e a brincadeira com o pessoal da técnica para acender a iluminação na plateia.
Eu Aceito, Não Vou Fingir, Joia, e por aí vai todo o repertório do CD.
O ponto alto do show, pra mim e para algumas pessoas que vieram me falar, o momento corta-pulsos, segundo Pablo, foi quando no palco azulado, Darlon começa a tocar À Procura. Boca deixa o palco por alguns minutos.
Vi no rosto de algumas pessoas, os sorrisos no início da música, que foram sendo apagados aos poucos, até findar completamente. Foi pesado dessa vez.
Mesmo com os problemas que tivemos com o teclado e o computador, a música não foi tocada na tonalidade original. Aumentou apenas meio tom, mas meio tom é o suficiente pra enganar a voz que teima sempre ir para o semi tom abaixo. Argh! De novo falando defeitos... Voltaaaa...
Cara. Suei.
Foda. Estou esperando o próximo show pra cantar essa música de novo.
O show termina com Um Só, título do CD e do show. Ao final, ao me levantar pra agradecer a plateia, os aplausos 34 pessoas gritando: “Mais um, mais um, mais um...”
Estrela Cadente que havia sido deixada de fora da lista, acabou tendo que ser tocada. Deixei o violão de lado.
Darlon ficou me perguntando “como é essa música mesmo?”. Boca dizendo “Vamos tocar Essa Manhã de novo, eu não lembro essa”.
No final das contas Darlon diz, vamos ensaiar agora então.
E o show finda com Estrela Cadente. Eu fazendo mais um pedido para ela.
Que shows assim aconteçam ainda mais e mais.Obrigado ao público presente. Vocês realmente foram um presente.